Janeiro 20, 2009

Porque é que tem de ser assim?

«Há muitos jornalistas talentosos em estações de serviço, supermercados, ou a servir às mesas».

Alexandre Gamela, n'O Lago
Escrito por Luísa Teresa Ribeiro em 09:51:07 | Link permanente | Comments (6) |

Janeiro 13, 2009

Quo Vadis

Entrevista de Mário Crespo, uma desilusão,
Directos da RTP sobre o jogador, impensáveis
Reportagem na RTP sobre o jogador, uma desilusão,
Prós e Contras sobre o jogador, uma desilusão,
Resultado Final sobre o jogador, uma desilusão.

De hecatombe em hecatombe, a televisão portuguesa caminha para o suicídio...Vai-se salvando a Conceição Lino...
Escrito por Pedro Antunes em 15:56:15 | Link permanente | Comments (7) |

Dezembro 29, 2008

Azeredo

A história veio contada no jornal "Expresso". Ninguém protestou ou barafustou. Até esta semana...
Pelos vistos, o presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social deu uma entrevista cheia de banalidades aquele jornal semanal. Ora o "Expresso" para apimentar a coisa fez publicar uma caixa onde dá conta do veto de Azeredo Lopes a um dos nomes propostos para a realização da entrevista, por considerar o jornalista pouco isento. Como se não bastasse esta exigência do presidente da ERC, tivemos um jornal dito de referência, a vergar-se à condições apresentando argumentos tão maus que me recuso a publicá-los.

A revista "Sábado" chama para editorial esta questão e coloca alguns dedos na ferida: "Não é preciso perder muito tempo com a atitude de Azeredo Lopes: o homem que tem por função, entre outras, assegurar o respeito pela liberdade de imprensa exigiu vetar o nome de um jornalista. Como já se percebeu que dali não virá protecção nenhuma a essa liberdade, a posição mais complicada é a do "Expresso"".

A direcção da Sábado aproveita e diz ao semnário: "pessoas exteriores às redacções não podem escolher que jornalistas escrevem o quê--porque essa escolha não pode ser um prémio ou uma punição por aquilo que eles escreveram antes. Senão, no futuro, eles passarão a estar mais preocupados com o poder daqueles que atingem do que com a verdade. Em situações de normalidade, a liberdade de imprensa não é feita de grandes frases, é feita de pequenas escolhas".

O editorial termina de uma forma lapidar: "o símbolo máximo do jornalismo de referência em Portugal decidiu negociar com um potencial entrevistado como se estivesse num mercado de rua em Marrocos. E aceitou pagar um preço alto por uma entrevista que vale perto do zero".

Concordando com as declarações da direcção da revista "Sábado", acho que a questão demasiado importante para ficar confinada a um papel. Esta deveria ser a discussão do momento, entre a classe. Em causa, está a profissão enquanto tal.
Escrito por Pedro Antunes em 09:37:41 | Link permanente | Comments (3) |

Dezembro 18, 2008

TDT já foi insecticida, não é?

A verdade doi, mas não engana...
Dois terços dos portugueses precisam de explicações, porque não sabem como funciona, ou funcionará, a Televisão Digital Terrestre (TDT).
Um estudo do OBERCOM (observatório da comunicação), revela que, apesar do início das transmissões da TDT estar para breve, a população portuguesa ainda não tem uma opinião consolidada em relação a este sistema televisivo».

Mais de metade dos inquiridos (52,8%) respondeu «não sabe/não responde», à pergunta «a televisão digital é melhor do que a analógica?». Sintomático! 
Numa futura campanha de sensibilização em relação a estes assuntos, a maioria dos inquiridos (64,5%) quer ver explicado «o que é a TDT e televisão digital».
Outra conclusão interessante: Dois em cada três dos inquiridos ainda não reflectiu acerca de quando planeia aderir à TDT.
De referir que a esmagadora maioria dos inquiridos, 82,5% mais concretamente, acha que não devia ser o consumidor a pagar o equipamento para a conversão, sendo este indispensável.

Em termos técnicos, a TDT baseia-se no sistema Digital Video Broadcasting Terrestriam (DVB-T), norma escolhida pelos países da União Europeia. Além de duplicar o número de canais gratuitos pela rentabilização do espectro, a TDT permite uma imagem mais nítida e um som mais limpido.

Escrito por Trios em 11:29:56 | Link permanente | Comments (3) |

Dezembro 10, 2008

Interne-se de novo esse Javali!



O JN traz hoje este título que me fez pensar que ser porco, nem é mau de todo!
 
Escrito por Trios em 13:40:16 | Link permanente | Comments (5) |

Afinal as rádios cumprem! Que ideia nos vão vender a seguir?

Mais uma vez, as rádios cumprem!
Mais de 80% das estações de rádio portuguesas monitorizadas pela ERC cumpriu, no primeiro semestre de 2008, as quotas de programação de música portuguesa.
A análise dos dados registados no sistema informático da ERC permite concluir que, no segundo trimestre do ano, mais de 80% dos operadores cumpre a quota média mensal nas 24 horas de emissão bem como no período das 7h às 20h.
Não acredita? Veja aqui o estudo completo no site da ERC.

Agora, das duas, uma:
- Ou os músicos (com a indústria fonográfica na sombra) tinham razão, e este Natal já vai ser um "fartote" de discos vendidos (que não da Popota);
- Ou a montanha vai parir um rato e com o fim do mito "As Rádios não gostam da Música Portuguesa" terão que arranjar novas desculpas para a deficiente quantidade e qualidade da música que por cá se faz.
 
Escrito por Trios em 13:25:31 | Link permanente | Comments (3) |

Dezembro 05, 2008

Olha o SIMPLEX da Comunicação Social!

O Governo aprovou um decreto regulamentar que pretende reduzir encargos administrativos no registo de órgãos de comunicação social.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, com a aprovação do diploma, é adoptada a regra da «oficiosidade» no registo dos operadores de rádio e televisão. «Com esta medida, o Governo introduz medidas para a redução dos encargos administrativos e em alguns casos com a desmaterialização dos mecanismos de registo». No que concerne à imprensa, o decreto elimina a prova de regularidade das publicações periódicas.
 
O comunicado refere que «por razões de economia legislativa, o diploma regulamenta as disposições previstas na Lei de Televisão relativas ao registo da actividade de televisão que consista na difusão de serviços de programas televisivos exclusivamente através da Internet e ainda o registo dos operadores de distribuição».


Nota: Quanto a mim, serve esta desburocratização, para simplificar de 10 em 10 anos (na renovação das licenças da TV e da Rádio) e propulsionar mais títulos de imprensa. Há mais vantagens?
Quanto a Internet, são outros "carnavais" mais globais!

Escrito por Trios em 16:16:06 | Link permanente | Comments (2) |

Dezembro 03, 2008

Pois, já passou um ano…



Foi há um ano que o programa “Trio de Jornalistas”, do Rádio Clube – Minho, começou a ser complementado por este blogue.

No início, o blogue terá causado algum espanto, pelo facto de quatro jornalistas (sim, nós temos a originalidade de sermos um trio de quatro!) de órgãos de comunicação diferentes se proporem problematizar o mundo dos media. Mas a surpresa inicial já passou…

Ao longo deste ano, nem sempre conseguimos manter a regularidade que seria desejável. Mas mantivemos-nos fiéis ao princípio de analisar o que nos pareceu ser mais relevante, mesmo quando era mais cómodo assobiar para o ar.

Embora tenha sérias dúvidas em relação aos jornalistas-comentadores-de-tudo-e-mais-alguma-coisa, é forçoso reconhecer que, por vezes, há jornalistas que se esquecem de que são cidadãos.

A cultura do princípio da objectividade levada ao extremo pode transformar os jornalistas em meros “pés de microfone”, em porta-vozes acríticos de interesses mais ou menos identificados.

Como cidadãos de pleno direito, os jornalistas devem começar por reflectir sobre o seu exercício profissional, essencial para uma sociedade democrática e plural.

Um dos riscos desta profissão – assim como das outras – é deixarmos de pensar sobre as práticas quotidianas. Questões como quem faz, como faz e em que condições é que faz são importantes para perceber o jornalismo que temos e que poderemos vir a ter.

Entre os que insistem na crucificação dos jornalistas por tudo o que acontece e os que defendem a sua desculpabilização total, é preciso encarar a realidade.

Os blogues têm contribuído para o aumento do escrutínio do jornalismo, o que me parece muito positivo. Os jornalistas não podem ficar à margem desta análise, fazendo de conta que não é nada com eles.

A reflexão deve ser feita internamente, mas também em articulação com os agentes com os quais inevitavelmente o jornalismo se cruza.

É isso que nos propomos continuar a fazer por aqui. Com quem se quiser juntar a nós, jornalista ou não.

Obrigada a todas/os.

Foto retirada daqui.
Escrito por Luísa Teresa Ribeiro em 01:53:31 | Link permanente | Comments (2) |

Novembro 20, 2008

Congresso de Radiodifusão pode ter sido histórico

Acompanhei, este fim-de-semana, o XI Congresso de Radiodifusão da APR, em Vila Real.
Na verdade, o nível de debate foi elevadíssimo, pois, quanto a mim, os congressistas terão tido oportunidade de assistir a apresentações de grande qualidade técnica, com inovação, visão estratégica e pertinência.
Destaque para os estudos apresentados no que concerne à difusão da Rádio no futuro das plataformas digitais, além da base de discussão se ter centrado, numa boa parte do congresso, na manutenção ou perda dos factores distintivos do meio rádio e dos novos paradigmas de escuta das novas gerações.
Pelo meio, ainda tempo para falar de regulação, com a presença no painel de um jurista da ERC, numa demonstração de abertura para o plano da discussão e ainda um excelente painel de fecho que avaliou a convergência/divergência, com excelentes contributos de especialistas de media e marketing.

Porque é que este congresso pode ter sido histórico?
Porque na sessão de abertura, Augusto Santos Silva, Ministro dos Assuntos Parlamentares, com a tutela da Comunicação Social, demonstrou que o Governo PS já não está tão conservador como o demonstrou até agora, sempre que abordou o tema Nova Lei da Rádio, à mesa das negociações, ou não...
Nesta sessão o Ministro anunciou um "simplex" para o sector da rádio, num conjunto de medidas supostamente facilitadoras, mas que me pareceram "encobridoras" do cerne da medida. Na verdade, estarão por aí a chegar legítimados e legalizados grupos de media a desmultiplicar cadeias de rádio por esse Portugal fora que, segundo o Ministro, vão tornar competitivo o panorama de rádio actual que está pejado de microempresas.

Santos Silva do 8 ao 80... e aí está a construção do novo paradigma da rádio em Portugal (a mim apetece-me torcer o nariz de desconfiança com este presente)
Escrito por Trios em 00:50:04 | Link permanente | Comments (7) |

Novembro 10, 2008

Sinto-me Um E.T.

Enquanto formos vivos é sempre altura de perder "virgindades". Ontem, perdi mais uma...finalmente. Aguentei cinco minutos a ouvir dois pataratas a fazer comentários a um jogo de futebol num canal privado em sinal aberto. Bom, cinco minutos é como quem diz...Ia tendo fraquezas e lá carregava eu no botão. Mas voltava tudo ao início. A primeira parte de sonho do Sporting "das melhores que já vi" foi "o pior Porto de que há memória". A segunda parte "à Porto" obrigou "o Sporting a tirar o pé do acelerador".

Os cruzamentos milimétricos do Miguel Veloso transformaram-se em "bolas para ninguém". O pior jogador do Porto, Hulk, "um jogador individualista e que não tem lugar nesta equipa", marcou "um hino ao futebol egoísta". Enfim, as patetices lá continuaram. Espero que a ERC faça o seu trabalho e explique a diferença entre opiniões e comentários e já agora que diga aos senhores Valdemar Duarte e Bruno Prata que os espectadores são inteligentes, que a grande maioria não é cega e que não queremos saber as opiniões deles porque temos inteligência suficiente para formular as nossas.

A cereja em cima do bolo foram as apelidadas entrevistas rápidas: Rochemback teve direito a duas perguntas (logo a abrir Sousa Martins perguntou-lhe qual era a sensação de falar um penalti--deve ser de absorção mas ao contrário, digo eu) e as curtas respostas do brasileiro bastaram ao jornalista. Seguiu-se Helton, o guarda-redes portista. Foram cinco minutos de perguntas à procura de sangue. Teve azar: saiu-lhe um jogador que é dos menos maus a falar.

Entra em cena Jesualdo Ferreira. Sousa Martins tinha tanta coisa para perguntar que o treinador portista teve direito a uma frase por resposta. Qualquer tentativa de desenvolvimento era logo cortada. "Tenho ainda mais 50 para lhe fazer, despache lá isto", terá pensado Sousa Martins. Com isto tudo, nada de Paulo Bento. O treinador do Sporting ainda não tinha chegado ao local e o tempo para o directo havia-se esgotado.

Pergunto: perante a ausência de contraditório vai a ERC fazer o quê? Sendo a Entidade tão zelosa com esta matéria (dizem as estatísticas) espero que tome uma posição pública. Ou será que há filhos e enteados para a ERC? Porque depois de de um jogo como aquele, pode-se tolerar tudo, agora o que não se tolera é não ouvir o Paulo Bento!

Escrito por Pedro Antunes em 11:18:10 | Link permanente | Comments (3) |