Porque é que tem de ser assim?
Alexandre Gamela, n'O Lago
Mais de metade dos inquiridos (52,8%) respondeu «não sabe/não responde», à pergunta «a televisão digital é melhor do que a analógica?». Sintomático!
Numa futura campanha de sensibilização em relação a estes assuntos, a maioria dos inquiridos (64,5%) quer ver explicado «o que é a TDT e televisão digital».
Outra conclusão interessante: Dois em cada três dos inquiridos ainda não reflectiu acerca de quando planeia aderir à TDT.
De referir que a esmagadora maioria dos inquiridos, 82,5% mais concretamente, acha que não devia ser o consumidor a pagar o equipamento para a conversão, sendo este indispensável.
Em termos técnicos, a TDT baseia-se no sistema Digital Video Broadcasting Terrestriam (DVB-T), norma escolhida pelos países da União Europeia. Além de duplicar o número de canais gratuitos pela rentabilização do espectro, a TDT permite uma imagem mais nítida e um som mais limpido.

Acompanhei, este fim-de-semana, o XI Congresso de Radiodifusão da APR, em Vila Real.Enquanto formos vivos é sempre altura de perder "virgindades". Ontem, perdi mais uma...finalmente. Aguentei cinco minutos a ouvir dois pataratas a fazer comentários a um jogo de futebol num canal privado em sinal aberto. Bom, cinco minutos é como quem diz...Ia tendo fraquezas e lá carregava eu no botão. Mas voltava tudo ao início. A primeira parte de sonho do Sporting "das melhores que já vi" foi "o pior Porto de que há memória". A segunda parte "à Porto" obrigou "o Sporting a tirar o pé do acelerador".
Os cruzamentos milimétricos do Miguel Veloso transformaram-se em "bolas para ninguém". O pior jogador do Porto, Hulk, "um jogador individualista e que não tem lugar nesta equipa", marcou "um hino ao futebol egoísta". Enfim, as patetices lá continuaram. Espero que a ERC faça o seu trabalho e explique a diferença entre opiniões e comentários e já agora que diga aos senhores Valdemar Duarte e Bruno Prata que os espectadores são inteligentes, que a grande maioria não é cega e que não queremos saber as opiniões deles porque temos inteligência suficiente para formular as nossas.
A cereja em cima do bolo foram as apelidadas entrevistas rápidas: Rochemback teve direito a duas perguntas (logo a abrir Sousa Martins perguntou-lhe qual era a sensação de falar um penalti--deve ser de absorção mas ao contrário, digo eu) e as curtas respostas do brasileiro bastaram ao jornalista. Seguiu-se Helton, o guarda-redes portista. Foram cinco minutos de perguntas à procura de sangue. Teve azar: saiu-lhe um jogador que é dos menos maus a falar.
Entra em cena Jesualdo Ferreira. Sousa Martins tinha tanta coisa para perguntar que o treinador portista teve direito a uma frase por resposta. Qualquer tentativa de desenvolvimento era logo cortada. "Tenho ainda mais 50 para lhe fazer, despache lá isto", terá pensado Sousa Martins. Com isto tudo, nada de Paulo Bento. O treinador do Sporting ainda não tinha chegado ao local e o tempo para o directo havia-se esgotado.
Pergunto: perante a ausência de contraditório vai a ERC fazer o quê? Sendo a Entidade tão zelosa com esta matéria (dizem as estatísticas) espero que tome uma posição pública. Ou será que há filhos e enteados para a ERC? Porque depois de de um jogo como aquele, pode-se tolerar tudo, agora o que não se tolera é não ouvir o Paulo Bento!