Dezembro 31, 2007

ULTIMA HORA!


É oficial... o ano 2007 foi despedido e, tudo o indica, estará já a fazer as malas para apanhar o voo das 00h00, rumo ao passado.
Segundo consegui apurar, é uma viagem sem volta e  já terá sido contratado  substituto para ocupar o seu lugar.
O Trio de Rachar apurou que se trata de... 2008.
Todos esperam que venha a ser capaz de revelar-se um GRANDE ANO.

Bom ano para todos...
Escrito por Pedro Costa em 16:28:55 | Link permanente | Comments (0) |

You Are Welcome to Elsinore

Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício

Ao longo da muralha que habitamos
Há palavras de vida há palavras de morte
Há palavras imensas, que esperam por nós
E outras frágeis, que deixaram de esperar
Há palavras acesas como barcos
E há palavras homens, palavras que guardam
O seu segredo e a sua posição

Entre nós e as palavras, surdamente,
As mãos e as paredes de Elsinor

E há palavras e nocturnas palavras gemidos
Palavras que nos sobem ilegíveis à boca
Palavras diamantes palavras nunca escritas
Palavras impossíveis de escrever
Por não termos connosco cordas de violinos
Nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
E os braços dos amantes escrevem muito alto
Muito além da azul onde oxidados morrem
Palavras maternais só sombra só soluço
Só espasmos só amor só solidão desfeita

Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar.

Mário Cesariny



A todos um 2008 cheio de muitas e boas palavras.
Porque, pelo menos para alguns, esse é o seu dever...


Escrito por Trios...Pedro, Luísa e Pedro em 03:18:01 | Link permanente | Comments (0) |

Dezembro 29, 2007

É bom saber. Vou pôr na agenda!

Pela primeira página do Expresso, logo a abrir a coluna, fiquei hoje a saber que a Mensagem de Ano Novo do Presidente da República vai durar 12 minutos e 40 segundos. A informação acerca da duração do discurso é importante dado que as agendas estão muito sobrecarregadas nesta época do ano. Vou agendar...

«Mensagem de Ano Novo dura 12m e 40s

A tradicional mensagem do Presidente da República já está gravada e vai ser transmitida pela RTP. O discurso de Cavaco Silva está a causar grande expectativa, já que se aguarda um balanço crítico da actividade do Governo, sobretudo na área económica.»


Nota mental para 2008: Continuar a ler a bibliografia relativa aos critérios de noticiabilidade....


Escrito por Luísa Teresa Ribeiro em 23:55:08 | Link permanente | Comments (0) |

“Essa gente não se prepara antes de ir para ali fazer figuras tristes?”

Embora com cada vez menos paciência para a maior parte das imbecilidades que as televisões nos servem, tal como já referi aqui, tenho aproveitado esta época natalícia para, de vez em quando, espreitar o que por lá se passa.

De comando na mão, parei para ver um programa supostamente de cultura geral. O apresentador tinha à sua frente uma concorrente que nasceu na África do Sul, logo, segundo disse, bilingue. A concorrente disse que sim, que veio da África do Sul para Portugal com dois anos. Bilingue, portanto...

Depois, a concorrente estudou na UTAD. O apresentador associou logo à tradição típica dessa universidade, que é o Enterro da Gata. A senhora lá emendou que não, que isso é em Braga (Universidade do Minho).

Segue-se a introdução de uma “estorieta” em que a concorrente conduziu um táxi porque o taxista estava ou alcoolizado ou tinha fumado um charro. A volta que o apresentador deu para falar no charro foi tal que acabei por não perceber se esse foi o verdadeiro motivo pelo qual a concorrente teve de conduzir o táxi para chegar a casa em segurança.

Ainda vi a senhora a errar a resposta e desisti. Se calhar é falta de hábito e toda a gente percebeu tudo e até achou muito natural e divertido. É, provavelmente deve ser culpa minha... Mas, mesmo assim, lamento, desliguei. Não consegui aguentar tanta qualidade no serviço público...

Na altura, só me lembrava da indignação de uma grande amiga minha quando, há uns tempos, viu uma apresentadora a falar “DO” Joy Division, como se o grupo e Ian Curtis fossem exactamente a mesma coisa.

A dúvida da minha amiga, que partilho inteiramente, era: “Essa gente não se prepara antes de ir para ali fazer figuras tristes?”.

Escrito por Luísa Teresa Ribeiro em 03:39:46 | Link permanente | Comments (5) |

Dezembro 28, 2007

O sobe e desce dos jornais... Esta era fácil!

Nada como ler as notícias sobre os dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT), que foram apresentados ontem, para ver o que é possível fazer com os números. Esta era uma aposta fácil de vencer... Como refere o título do post do Blasfémias, “O PCP também diz que ganha sempre as eleições....”

Correio da Manhã é o maior jornal do País
O Correio da Manhã reforçou nos primeiros nove meses do corrente ano o estatuto de maior jornal português. Já é desde 2003 o maior diário, mas no conjunto dos três trimestres ultrapassou em vendas em banca o maior semanário, ‘Expresso’, revelam os dados da APCT (Associação Portuguesa para o Controlo das Tiragens), ontem divulgados. Mais aqui.


DN cresceu em vendas em mais um trimestre
A circulação do Diário de Notícias cresceu 5,5% no terceiro trimestre de 2007, quando comparada com igual período do ano passado, o que consolida as anteriores subidas registadas este ano. O aumento da média de vendas, no período considerado entre Janeiro e Setembro, atinge os 2,6%, de acordo com os dados divulgados ontem pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragens e Circulação (APCT). Mais aqui.

JN sobe 4% no terceiro trimestre deste ano
O Jornal de Notícias, do grupo Controlinveste, subiu 4% a sua circulação paga entre Julho e Setembro deste ano, por comparação ao período homólogo de 2006, o que equivale a um valor médio diário de 96.632 exemplares. Mais aqui.

Circulação dos diários pagos continua em queda
Os jornais gratuitos, as newsmagazines e os diários de economia são sectores em crescimento na imprensa portuguesa, segundo mostram os dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT), relativos aos primeiros nove meses deste ano. Nos diários generalistas, o PÚBLICO continua a ser o terceiro mais vendido, com o Correio da Manhã e o Jornal de Notícias a ocuparem a primeira e a segunda posição, respectivamente. Mas a circulação dos diários pagos, no seu conjunto, está em queda. Mais em Público, pág. 11

Semanários em queda nos primeiros nove meses do ano
Todos os jornais semanários apresentaram quebras nos primeiros nove meses do ano de acordo com os dados hoje divulgados pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT). Mais aqui.

Obrigatório ler "O risco da aldrabice informativa" e "Conceitos", de Manuel Pinto, no Jornalismo & Comunicação. Vale a pena ter também o comentário “Das vendas dos jornais em 2007”, de João Paulo Meneses, no Blogouve-se, e recordar a reflexão “O jornalismo tem menos clientes? Depende de quem mede e porque mede”, de Paulo Querido, em Cibercidadania.


Escrito por Luísa Teresa Ribeiro em 17:09:55 | Link permanente | Comments (0) |

Dezembro 27, 2007

Senhor Ministro... deixe lá isso!

Já passou uma boa quantidade de meses, mas ainda me lembro.
Ouvi e vi com estes que a terra há-de comer, o senhor Ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, que detém a tutela da Comunicação Social (que coisa estranha, não!?) dizer de viva voz: “lá para o final do ano, já teremos nova lei da rádio para aprovar”.
Depois disso, pouco se ouviu falar sobre o assunto, mas, um camarada de jornada nesse dia, também, já me ia dizendo: “se calhar, já prefiro que não lhe mexam”.

Contextualizando melhor, começo por dizer que a esmagadora maioria dos operadores de radiodifusão consideram a actual lei da rádio – que foi revista em 2001 – obsoleta, descriminadora, opressora e até impraticável.
As principiais associações representativas do sector – APR e ARIC – estão de acordo que esta lei há muito tempo que já não serve.

Certo é que daí para cá, de lei pouco se fala, mas continua a apertar-se o cerco às rádios com quotas de música portuguesa, fiscalização de emissões pela nova ERC, e, atenção, estão por aí a chegar as medições dos campos radioeléctricos.
Por isso, temendo mais tempestades com essa nova lei, alguém dizia: “…não lhe mexam”.

Os motivos da desadequação da actual Lei da Rádio são vários, mas vamos concentrar-nos hoje na tipologia.

Tipologia – Existem as rádios nacionais (RFM, RR, Comercial, Antena 1 , Antena 2, Antena 3), as rádios regionais (TSF e Rádio Clube Português) e as rádios locais (as restantes)

  1. Como é que num país tão assimétrico, com mais de 300 rádios, se continuam a colocar no mesmo patamar as rádios locais de Lisboa e de Pinhel. Com o devido respeito por ambos, há uma pequena diferença, que consiste no público potencial: uns 2.000.000 de pessoas para Lisboa e uns 10.000 para ouvir em Pinhel.
  2. TSF e Rádio Clube Português são regionais porquê? Se são rádios de cobertura “quase nacional” (pois cobrem aquilo que lhes interessa cobrir), porque é que ainda lhes chamam regionais?
  3. Existem rádios locais que cobrem grandes malhas urbanas e não localidades, sendo, de facto, rádios de cobertura regional (estas sim).

Tomando como exemplo o quadrilátero Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos, falemos de 9 rádios ( Antena Minho , Rádio Clube do Minho, RUM, Rádio Santiago, Fundação, Vila Nova, Digital FM, Rádio Barcelos e Cávado FM), todas com níveis de cobertura muito semelhantes, disputando auditórios na mesma área geográfica. Que têm estas rádios de locais? Têm ou não um âmbito de cobertura regional?

Entretanto, garanto que conheço rádios locais em Portugal, feitas em cozinhas velhas (sim, ainda as há) sem condições mínimas de garantir um serviço profissional, com 1 ou 2 funcionários a salário mínimo nacional. É legítimo que sobrevivam para as populações que sempre serviram, embora o mercado não lhes dê para mais.
Mas, também conheço outras, com estruturas profissionalizadas, dezenas de colaboradores, comentadores residentes, cheias de marketing, equipas de vendas, administradores e completíssimos organigramas.
Umas facturam uns €500,00 / mês, outras uns… €50.000,00.
Tudo rádios locais! Enfiadas no mesmo saco!

No entanto...
Senhor Ministro, faltam poucos dias para o final do ano, mas… deixe lá isso!

PS. No próximo capítulo: “Apoio das autarquias às rádios locais: Sim ou Não?

Escrito por Pedro Costa em 22:48:22 | Link permanente | Comments (0) |

O sobe e desce dos jornais...

Gratuitos Os dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação indicam que os jornais gratuitos nacionais distribuídos nos primeiros nove meses deste ano quase duplicaram em relação ao mesmo período de 2006. Este crescimento deve-se ao lançamento do Global Notícias e do Meia-Hora, mas também ao aumento das tiragens dos que já estavam no mercado, com destaque para o Metro, que passou a ser o maior jornal gratuito. Mais detalhes aqui.

Diários pagos Entre Janeiro e Setembro deste ano, os diários com edições pagas registaram uma quebra de 3,6 por cento em relação a igual período de 2006, o que significa menos 16.317 exemplares. O Correio da Manhã e o Diário de Notícias foram os únicos a reforçar as vendas. 24horas, Jornal de Notícias, Público, O Jogo e Record desceram. Mais informações aqui.

Semanários O Expresso venceu o Sol, nos primeiros nove meses deste ano, vendendo mais do dobro. O Expresso vendeu mais de 117 mil exemplares por edição (uma descida de 6 por cento em relação a 2006) e o Sol perto de 49 mil (este jornal só foi lançado em Setembro de 2006, pelo que não é possível fazer a análise comparativa). Mais dados aqui.

Newsmagazines As “newsmagazines” melhoraram a sua circulação paga (vendas e assinaturas) de Janeiro a Setembro. A Sábado protagonizou a maior subida, passando de 55 mil para 66 mil exemplares por edição. No entanto, a liderança cabe à Visão, com uma média superior a 100 mil exemplares por edição (mais 8 mil do que em 2006). Desenvolvimentos aqui.

Imprensa da área económica Os jornais e revistas da área de economia registaram, nos primeiros nove meses do ano, uma subida de 5,1 por cento nas vendas em relação ao período homólogo de 2006. Os dez títulos de diferentes periodicidades que compõem este sector venderam mais 5,3 mil exemplares entre Janeiro e Setembro do que no mesmo período do ano passado. Executive Digest, Exame, Jornal de Negócios, Prémio, Marketeer, Negócios&Franchising e Carteira subiram as vendas, enquanto Diário Económico, Semanário Económico e Vida Económica desceram. Notícia desenvolvida aqui.

Esta é a leitura que a Lusa faz dos dados apresentados pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação.

Querem apostar que há muitas formas de ler estes números? A tradição diz que, nestes casos, assim como nos rankings, cada um faz a leitura que mais lhe interessa...

Para além destes valores, que só incluem os jornais que são auditados pela APCT, há os da Marktest. E há ainda conceitos diferentes, como os de circulação, tiragem ou audiência, que muitas vezes aparecem misturados, como se fossem a mesma coisa. Ora, isto aumenta ainda mais as possibilidades de interpretação...





Escrito por Luísa Teresa Ribeiro em 20:28:53 | Link permanente | Comments (0) |

Dezembro 26, 2007

De quem é sempre a culpa?

"Porto reduziu crimes participados"

É um discurso político em afinação progressiva, o que o Rui Pereira, actual ministro da Administração Interna, vem concretizando nas últimas semanas. Numa entrevista ao jornal oficial do PS, a primeira após a operação 'Noite Branca', o governante tenta tranquilizar a opinião pública face à sensação de insegurança que perpassou pelos noticiários, e garantir que até mesmo no Porto o que se viu foi, essencialmente, uma mediatização de casos particulares - e não um real problema de criminalidade.

"Pese embora a mediatização de que têm sido alvo os recentes incidentes no Porto, também neste distrito se verificaram tendências semelhantes [às de diminuição do resto do país]. Aliás, dos distritos que têm mais participações, o Porto foi um dos que registaram diminuições mais acentuadas no número total de ocorrências registadas entre 2006 e 2007", afirma ao "Acção Socialista".

O espaço neste jornal oficial do PS tem sido usado, ao longo do último ano, sempre que a imagem pública de um governante é colocada em causa - seja por uma polémica específica, ou por um desgaste das reformas em curso. Foi assim com Correia de Campos, por exemplo, que há três meses assegurava que o Serviço Nacional de Saúde é "um dos melhores do mundo".

Na mesma linha, em duas páginas centrais no jornal, Rui Pereira não se escusa a responder, ponto por ponto, às muitas críticas de que tem sido alvo, essencialmente por parte dos partidos da Direita parlamentar.

(...)
25 de Dezembro
David Dinis, Jornal de Notícias


Noites/Crime: Rui Pereira esclarece "gralha" na entrevista ao jornal "Acção Socialista"

O ministro da Administração Interna garante que a entrevista que concedeu ao "Acção Socialista" tem "uma gralha que pode prejudicar a compreensão do seu pensamento".

Numa nota enviada à Lusa, o gabinete de imprensa de Rui Pereira garante que o ministro "disse que a criminalidade da noite do Porto não é um problema 'geral', extensível a todo o país, e não que não é um problema 'real', visto que o considerou sempre um problema que requer investigação criminal, responsabilização dos culpados pelos crimes graves e desmantelamento de eventuais organizações criminosas".

"Essa afirmação do MAI é depois desenvolvida com a explicação de que se trata de 'casos particulares', não generalizáveis à escala nacional, embora possivelmente relacionados entre si", lê-se na mesma nota.

26 de Dezembro de 2007, 00:49
Lusa


Noite/Crimes: Passagem de ano vai "dizer" se a cidade já afastou o sentimento de insegurança - industriais da animação

Os industriais da animação nocturna da Zona Histórica do Porto, elegeram hoje a passagem de ano como o momento-chave para perceberem se a cidade afastou o sentimento de insegurança gerado com a recente sucessão de homicídios.

"Vai ser o grande teste", admitiu à agência Lusa o presidente da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP), António Fonseca.

(...)

O reforço do policiamento de proximidade contribuiu para diluir o sentimento de insegurança, mas as detenções dos alegados homicidas não, afirma António Fonseca.

(...)

Num comunicado emitido hoje, a ABZHP classifica 2007 como um ano "negro" no âmbito da segurança, marcado por "instabilidade sem precedentes na sociedade civil do Grande Porto".

(...)

26 de Dezembro de 2007, 16:43
Lusa


A culpa do sentimento de insegurança é, obviamente, dos jornalistas! Porque mediatizaram «casos particulares» e porque depois, ainda por cima, deram uma «gralha». A culpa da «dimensão subjectiva» da falta de segurança é deles. É evidente que a recente sucessão de homicídios no Porto nada tem a ver com isso...


[Via 31 da Armada]



Escrito por Luísa Teresa Ribeiro em 20:48:47 | Link permanente | Comments (0) |

Sim, é a manchete...!!!


(será o gesto de João Tomás, um envergonhado acto de contrição?)

Este é um fenómeno, cada vez mais, banalizado na imprensa em Portugal.
Nuns, mais do que noutros, convenhamos...

Escrito por Pedro Costa em 14:07:59 | Link permanente | Comments (1) |

Fotografias Oficiais

A revista Sábado conta, esta semana, numa reportagem intitulada "Os Fotógrafos do Poder", resumidamente, a vida dos homens das máquinas que andaram durante anos atrás dos homens do poder. Isto é, fala com fotógrafos oficiais ligados a Mário Soares, Cavaco Silva, Ramalho Eanes e José Sócrates. Para além das várias histórias retenho-me num quadro apelidado de "Regras para chegar à intimidade" e que diz assim:

Ser discreto e reservado Não procurar uma história ou uma situação embaraçosa como os seus colegas jornalistas.
Beneficiar o político Nos fotos, as mulheres devem-no achar bonito, mas os homens não se podem sentir ameaçados.
Ganhar confiança O político deve sentir-se à vontade, sem recear ser prejudicado.

Feito o destaque, deixo a cada um de vocês a análise do comportamento dos fotógrafos no tratamento das respectivas fotografias. Realço que estou a falar de fotografias políticas!

A talhe de foice, pego noutra reportagem da mesma revista, "O fotógrafo que via de mais", para vos falar de Bilal Hussein, um freelancer iraquiano a trabalhar para a agência Associated Press e que em 2005 foi distinguido com um Pulitzer pelo seu trabalho na batalha de Fallujah.
Ora Hussein está preso depois das tropas americanas terem entrado em sua casa, onde dizem estavam terroristas, o terem detido a ele e ao seu portátil, ao seu telefone por satélite e outro material. Isto foi em 2005. Dois anos depois, a agência divulgou a história do senhor após todas as tentativas de libertação terem fracassado.
Os americanos, peritos em arranjar justificações para os seus não actos, revelaram que Bilal tinha planos para construir uma bomba artesanal e documentos sobre uma instalação norte-americana no Iraque; junte-se mais dois terroristas moradores com Bilal e está feito o relatório.
Na semana passada, o Pentágono anunciou que acusar formalmente o fotógrafo "por ter novas provas convincentes e irrefutáveis". Quais? Ninguém sabe, para já. Os advogados da AP, esses, continuam a luta pela libertação de Bilal...A primeira sessão do decorreu 20 meses depois de estar preso, no passado domingo dia 16...
Escrito por Pedro Antunes em 11:16:00 | Link permanente | Comments (0) |
1 2 3 4 5 6