Tuesday, December 4, 2007

A culpa é sempre dos jornalistas!

Os jornalistas bracarenses, realidade que eu conheço melhor, trabalham muito, trabalham demais, e sem receberem os números gordos que nos habituamos a ver nas revistas ditas de “sociedade” associados às personalidades mais mediáticas desta profissão. É igualmente verdade que reflectem muito pouco sobre a sua prática quotidiana. Os hábitos adquiridos na rotina diária são eternizados quase acriticamente. Quem discorda, sai. Quem fica, aguenta.

Problematizar o mundo do jornalismo num contexto regional é um dos desafios assumidos pelo “Trio de Jornalistas”. Uma vertente definida desde a primeira hora deste projecto, feito a várias vozes e teclados, é falar da profissão. Para os que sonham com ela, para os que a vivem no seu dia-a-dia, para os que a estudam e para os que com ela são confrontados, seja através da rádio, da televisão, imprensa ou da Internet.

Dizer mal dos jornalistas está na moda. A culpa é sempre, e invariavelmente, deles. Às vezes é, de facto. Pela pressa, pela preguiça, pela ignorância, pelos interesses, etc… Mas circunstâncias há em que eles são meros bodes expiatórios. Em que são, apenas e tão somente, o elo mais fraco da corrente.

Os jornalistas inserem-se num contexto de produção mais vasto. Ao contrário das imagens que povoam os sonhos juvenis, e como diz Fernando Correia, no clássico “Os jornalistas e as Notícias” (1997), estamos longe do «pretenso jornalista autónomo e senhor absoluto da sua vontade». Estamos, antes, perante «um profissional sujeito, como qualquer outro, às vicissitudes e constrangimentos de um emprego e de um patrão».

Igualmente ao contrário do que muita gente faz questão de sublinhar, os jornalistas não são (todos) semi-analfabetos, incultos, incapazes de um raciocínio próprio e alarves. Embora tenha, assumidamente, reticências quantos aos jornalistas serem, de repente, comentadores de tudo e mais alguma coisa, até com colunas fixas, é preciso reconhecer que não estamos perante um bando de seres acéfalos, que se comportam como os bobos da corte.

É destes e de outros bastidores que vos queremos falar. Se falharmos, então a culpa é dos jornalistas. Como (quase) sempre…

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 20:02:01 | Permalink | No Comments »

Regras

Uma das coisas que mais me impressiona a lidar com estes dois é o seu nível (muito elevado) de loucura! As conversas mailianas (e aviso já os leitores que eu sou no trio o inventor de palavras novas e o usuário de linguagem teen) são dignas de conhecimento público. É outra das promessas que aqui deixo. Tudo o que for de publicar eu postarei. Como já deu para perceber caberá ao Pedro Costa a moderação. À Drª Luísa (e aqui posso chamá-la de Drª porque sei que não me insulta, na me mordisca nem me dá pontapés por baixo da mesa como costuma fazer no estúdio) fica reservado o papel do contraditório. Isto é, a sua suma inteligência irá estar ao serviço do contrário de tudo aquilo que eu disser. A mim, como já sabem, cabe a provocação.

Outro dos papéis reservados à Drª Luísa é de resumideira. De todo o que for dito no programa, seja pelos residentes seja pelos convidados. Uma tatuagem que lhe fica bem na pele.

Um dos grandes desafios deste blogue é saber até quando iremos resistir na cordialidade. Será que vamos conseguir manter o nível em números aceitáveis? Eu por mim, vou fazer um esforço e também reconheço que sou, neste aspecto, o elo mais fraco. Mas que querem, níveis de conversas elevados dá-me dores de cabeça. Prefiro camuflados para andar mais rasteirinho!

Posted by Pedro Antunes at 18:17:22 | Permalink | No Comments »

Acerto de Cont(r)as

Eu sou o outro Pedro!


Em boa verdade, confesso, que o papel de moderador é aquele onde me sinto mais confortável. É o que faço nos Trio’s do Rádio Clube … moderar e deixar que os meus companheiros fluam na viagem dos discursos.

Moderar, equilibrar, contrabalançar, harmonizar, tudo verbos que definem um determinado estado de coisas que, de repente, me fazem sentir a impertinência de uma borbulha na adolescência.

Pois, também quero alvitrar para lá dos limites da voz e dos contornos da dicção. Proponho um novo “jogo”, em que também ajudarei a alimentar a locomotiva, não me escudando na confortável poltrona da moderação.

Neste jogo, proponho que quem por cá passar vá moderando, pois, isto estará em “roda livre” e eu estarei ocupado a alimentar a caldeira.


No éter tentarei fazer o equilíbrio dos “contras”… por aqui, acertarei as contas.


Bem vindo a bordo!


Pedro Costa
 

Posted by Trio... de Quatro... at 00:51:50 | Permalink | No Comments »