Thursday, December 6, 2007

“…a brasa à minha sardinha”

O Rádio Clube promoveu, hoje, um debate acerca da Nova Lei das Autarquias.
Em estúdio com Ricardo Rio e Jorge Matos, que defenderam as posições antagónicas dos respectivos partidos.

Podia perguntar-se: Porque não, juntar mais partidos?
Eu diria: Porque a pluralidade e a defesa das duas posições estavam asseguradas e acrescentar mais partidos ao debate iria retirar eficácia na clarificação das posições.

Resultado: Um excelente debate sobre uma das temáticas do momento.

A propósito da discussão que temos encetado em torno do jornalismo da região… ouçamos o que disse Jorge Matos… alt :

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Posted by Pedro Costa in 18:31:50 | Permalink | No Comments »

Dúvidas…

Eu percebo alguma coisa de Engenharia…
Eu percebo alguma coisa de Medicina…
Eu percebo alguma coisa de Advocacia…
Eu percebo alguma coisa de Desporto…
Eu percebo alguma coisa de Psicologia Infantil e Juvenil…

Mas quando quero um engenheiro, contrato um!
Mas quando estou doente, vou ao médico!
Mas quando me põem processo em cima, tenho direito a um advogado!
Mas quando estou a jogar, respeito o treinador!
Mas quando tenho dificuldades em lidar com crianças e adolescentes, aconselho-me com um psicólogo!

Então porquê que toda a gente sabe de jornalismo e acha que a sua visão de jornalismo é mais isenta?
Então porquê que as pessoas não se limitam, tal como fazem com as profissões acima descritas, a reclamar e procurar melhor?
Então porquê que todos os dias aparecem uns intelectualóides armados em professores de jornalismo a mandar bitaites sem sentido?

Cada macaco tem o seu galho! Deixem o meu galho em paz porque eu não vos vou incomodar no vosso!

Posted by Pedro Antunes in 14:40:10 | Permalink | Comments (3)

A Morte em Directo II

Outubro de 2004. As Caxinas estavam de luto. O tempo carregado condizia com o estado de alma de uma comunidade que, mais uma vez, tinha perdido seis homens no mar. O Salgueirinha tinha naufragado e existia a atroz incerteza em relação ao que teria acontecido aos corpos de cinco pescadores. Uma volta pelas ruas permitia vislumbrar alguns jornalistas, entre os quais possivelmente alguns “jornaleiros”. Contactadas todas as fontes alternativas, desde o dono do café até ao padre e ao presidente da Junta, só havia uma forma de obter mais dados: batendo a uma porta onde, sem qualquer esforço adicional de escuta, se ouviam os gritos de dor de uma mulher a quem o mar tinha engolido os seus mais preciosos tesouros. O que fazer? Até onde pode e deve ir o direito de informar?
Posted by Luísa Teresa Ribeiro in 11:45:17 | Permalink | Comments (2)

A âncora que nos salva ou que nos afunda?

Foto Luísa Teresa RibeiroSeguir os noticiários nos dias de hoje é, por vezes, um exercício penoso. As supostas notícias dividem-se, na maior parte das vezes, entre os casos do dia, repletos de sangue e outros ingredientes clássicos para chamar imediatamente a atenção, e o trabalho de agenda. E por trabalho de agenda entende-se a cobertura de acontecimentos previamente anunciados, tais como inaugurações, colóquios ou conferências de imprensa.

Independentemente do formato, desde a simples folha de papel colocada sobre uma mesa da redacção até ao mais elaborado programa on-line, a agenda é a espinha dorsal que garante o noticiário seguinte. Mas, numa área marcada pela imprevisibilidade, pode ser uma âncora que nos salva ou que nos afunda. Tudo depende da inteligência com que se usa.

O facto de haver agenda é uma espécie de “tábua de salvação”, pois ao assegurar que os jornalistas vão cobrir determinado número de eventos dá a garantia de que o espaço não vai ficar por preencher. Contudo, deixa os meios humanos demasiado ocupados para que se dediquem à pesquisa de outros assuntos, geralmente mais complicados e que não dão garantias de poderem ser publicados no dia seguinte.

Para além da apresentação de uma informação predominantemente institucional, como refere Louis Guéry, em “La Presse Régionale et Locale” (1992), a rotina «pode provocar uma certa esclerose, na medida em que dispensa os jornalistas de todo o esforço de imaginação. Se eles não estiverem alerta, são levados a “ronronarem” e a produzirem informação sem grande originalidade».

Os jornalistas, alerta o mesmo autor, estão sujeitos à «tentação de se contentarem em encher as colunas do jornal com a informação recebida», quando «a arte e o talento é, nestes casos, não somente fazer o resumo do que chega, mas descobrir no meio dessa prosa insípida a notícia que pode originar uma boa reportagem ou o facto que merece que um dos responsáveis seja entrevistado».

Olhando para o que está à nossa volta, há seguramente redacções inteiras em sono profundo. E consumidores de informação que se deixam embalar pelo som que elas emanam….

Posted by Luísa Teresa Ribeiro in 01:39:28 | Permalink | Comments (1) »