Friday, December 7, 2007

Filhos e enteados?

O referendo na Venezuela foi uma verdadeira dor de cabeça para os jornais, pela incerteza relativamente ao resultado, que não se compaginava com o horário do fecho da edição.

Houve quem metesse a pata na poça e se estendesse ao comprido. Em Portugal foi o Público (é obrigatório ler a reflexão no Jornalismo & Comunicação). No Brasil foi o Estadão (igualmente imperdível a análise n’O Xis da Questão).

Para além dos provedores dos leitores, o trabalho dos jornais nacionais é, regra geral, seguido pelo olhar atento de especialistas e de personalidades que, embora não sendo da área, dão o seu contributo para a leitura crítica do que se passa no mundo dos media.

E em relação aos jornais locais/regionais? Será que em relação a estes basta activar o preconceito de que são maus e está tudo dito? Que reflexão se faz sobre o que de bom e de mau se passa neste sector? Que mecanismos internos (não) existem de monitorização do trabalho desenvolvido? O que pensam os leitores do que lhes chega às mãos?

Os meus companheiros de blogue têm levantado questões muito pertinentes, que comentarei amanhã. Eu sei que a culpa é aqui da jornalista, mas o dia SÓ tem 24 horas…

Actualização: a promessa mantém-se, assim como as míseras 24 horas…

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 14:03:22 | Permalink | Comments (4)

Leituras tóxicas

Há pessoas que têm terror a agulhas, a aranhas, a andar de avião…. Confesso que há algo que me deixa sempre muito inquieta: a ideia de ter de “ir ao médico”. Não pela consulta em si, porque o que for logo se há-de saber e encarar com o espírito adequado.

O que me aterroriza mesmo é a sala de espera. Para mim, é um pesadelo ter de aguentar invariavelmente com os guinchos histéricos do Manuel Luís Goucha ou da Júlia Pinheiro na televisão, consoante a hora, e com as revistas ditas “femininas”.

A opção dos pacientes é, invariavelmente, ver choro e ranger de dentes na televisão, enquanto escolhem entre artigos sobre como melhorar a performance sexual, fazer as pazes com o frigorífico ou outras pérolas…

Será que não é possível trocar a assinatura da Maria, da Happy Woman ou da TVGuia pelo Público, pela Visão ou por outra publicação do género? Vá lá senhores doutores, contribuam para que os pacientes tenham leituras mais saudáveis!…

Actualização: Já agora que a assinatura seja do Diário do Minho também!…

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 00:28:16 | Permalink | No Comments »