Filhos e enteados?
O referendo na Venezuela foi uma verdadeira dor de cabeça para os jornais, pela incerteza relativamente ao resultado, que não se compaginava com o horário do fecho da edição.
Houve quem metesse a pata na poça e se estendesse ao comprido. Em Portugal foi o Público (é obrigatório ler a reflexão no Jornalismo & Comunicação). No Brasil foi o Estadão (igualmente imperdível a análise n’O Xis da Questão).
Para além dos provedores dos leitores, o trabalho dos jornais nacionais é, regra geral, seguido pelo olhar atento de especialistas e de personalidades que, embora não sendo da área, dão o seu contributo para a leitura crítica do que se passa no mundo dos media.
E em relação aos jornais locais/regionais? Será que em relação a estes basta activar o preconceito de que são maus e está tudo dito? Que reflexão se faz sobre o que de bom e de mau se passa neste sector? Que mecanismos internos (não) existem de monitorização do trabalho desenvolvido? O que pensam os leitores do que lhes chega às mãos?
Os meus companheiros de blogue têm levantado questões muito pertinentes, que comentarei amanhã. Eu sei que a culpa é aqui da jornalista, mas o dia SÓ tem 24 horas…
Actualização: a promessa mantém-se, assim como as míseras 24 horas…
Há pessoas que têm terror a agulhas, a aranhas, a andar de avião…. Confesso que há algo que me deixa sempre muito inquieta: a ideia de ter de “ir ao médico”. Não pela consulta em si, porque o que for logo se há-de saber e encarar com o espírito adequado.