Um trabalho efectuado com 11.344 pessoas, em 14 países, revela que mais de metade (56%) dos inquiridos consideram a liberdade de imprensa “muito importante” para garantir uma sociedade livre.
No entanto, segundo noticia o Diário de Notícias, para 40% dos participantes neste estudo realizado pelas empresas GlobeScan e Synovate para a BBC World Service, o fundamental é manter a “harmonia social” e a “paz”, mesmo que isso signifique a limitação da liberdade de imprensa na divulgação da veracidade da própria notícia.
Um aspecto relevante é o facto de apenas 29% de norte-americanos, ingleses e alemães acharem que os media estão “realmente” a fazer um bom trabalho em relação à veracidade das notícias veiculadas pelos meios de comunicação social.
Os inquiridos consideram também que a informação fornecida pelos meios de comunicação públicos é de menor qualidade do que a dos privados.
Em pleno século XXI, como configuramos a liberdade de imprensa? Um valor maior ou algo instrumental? Que limites pode ou não ter? Como é que nos podemos certificar de que ela existe efectivamente? Estamos vigilantes ou adormecidos?
Pela minha parte, e para já, devo dizer que fico seriamente preocupada cada vez que vejo jovens, já nascidos depois do 25 de Abril, com um discurso saudosista em relação a tempos que não viveram…
(Porque também na blogosfera as vozes não são todas iguais, aqui estão reunidas três perspectivas sobre os pequenos/grande truques do meio)