Fotografias
Esta fotografia é a mais recente polémica na manipulação digital. A revista francesa “Paris Match” decidiu retocar uma imagem do presidente francês, retirando um pequeno “pneu” exibido por Sarkozy. A revista “Sábado” desta semana faz uma excelente reportagem sobre esta questão. Dá vários exemplos: o retrato de Abraham Lincoln onde só a cabeça pertence ao ex-presidente sendo o corpo de político sulista John Calhoun; Hitler que removeu Goebbels da fotografia original; Carlos Franqui que depois de cortar relações com Castro foi apagado das fotos; os peitos aumentados da Emma Watson na promoção do Harry Potter ou um dirigente estudantil eliminado de uma foto com Mao.
Para além de muitos outros exemplos, a revista portuguesa conta ainda o caso de Hany Farid, um engenheiro que é uma sumidade em termos de manipulação fotográfica, estando, inclusive, a trabalhar para o FBI.
Mas as fraudes na imprensa são famosas. A começar por uma imagem vencedora do Pulitzer em 1970 onde uma vedação desapareceu por artes mágicas transformando a mensagem fotográfica original. No tablóide suiço “Blick” em 97, foi publicada uma fotografia depois de 58 turistas terem sido assassinado por um comando terrorista e onde um curso de água foi carregado de vermelho de forma a dar ideia de sangue derramado.
Técnica muito usada é a composição de imagens captadas em momentos diferentes (a de Lincoln é um exemplo). Outro exemplo aconteceu em 2005 quando começaram os rumores da relação entre Angelina Jolie e Brad Pitt. Uma revista comprou uma fotomontagem por 500 mil dólares. A foto de Jolie, com as crianças ao colo foi tirada em 2004, a de Brad Pitt também com um oceano pelas costas foi tirada um ano depois em sítio completamente diferente.
Brian Walski foi despedido pelo jornal “Los Angeles Times” depois de ter manipulado uma foto: um soldado britânico em Baçorá manda parar civis iraquianos, um deles com uma criança nos braços. Imagem poderosa que Walski deixou passar e tentou refazê o momento juntando duas fotos diferentes. Foi despedido.
P.S. Eu sei que devo ser o único mas eu concordo com as quotas de música portuguesa nas rádios… Mas eu sei que sou diferente
O agora denominado jornal online
Novo desportivo a caminho?