Jornalismo do “tempo real”
Nádia [Maekawa Bellagama, da UNIP, Brasil] revelou o quanto a cobertura jornalística depende da qualidade das fontes, qualquer que seja o meio, a periodicidade e o padrão de linguagem. Em acidentes com o grau de dramaticidade e surpresa como esse da Tam, para a cobertura no auge dos fatos, as fontes simplesmente não existem, nem por perto nem ao longe. Quando alguém aceita as pressões jornalísticas e se atreve a dizer alguma coisa, corre-se um enorme risco de colher e socializar tolices.
Em acidentes desse tipo, ninguém está preparado para fazer a cobertura que o público espera. Assim, a crítica que se faz ao jornalismo do “tempo real” não pode adotar nem as ferramentas nem os critérios da crítica que habitualmente se faz ao jornalismo produzido em condições normais de controle, com pauta, informações pré-existentes, fontes conhecidas e organizadas, tempo para escrever e reescrever.
Só que as condições desfavoráveis não podem servir de desculpa a quem faz jornalismo no espaço do online. Há que criar mecanismos ágeis e específicos de planejamento e controle de qualidade, a partir das próprias experiências vividas no dia-a-dia.
Carlos XaparroN’O Xis da Questão
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