Critérios…
É desta que vou reler toda a bibliografia relativa aos critérios de noticiabilidade. Devo ter percebido mal qualquer coisa!
É desta que vou reler toda a bibliografia relativa aos critérios de noticiabilidade. Devo ter percebido mal qualquer coisa!
O campo das profissões de Rádio foi sempre uma coisa muito complexa, que, com a eclosão das tecnologias se tem simplificado.
Pena é que, nem sempre, a simplificação seja o caminho, o que me faz pensar que, nada melhor para controlar, do que ligar o “complicómetro”.
A sociedade em geral, e a classe política em particular, age e reage com a comunicação social como se na rádio só houvesse Jornalistas.
Porque será? Eu acho que sei, e acho que estaremos todos esclarecidos, quanto a isto.
Reflictamos:
Portugal vive o momento dos formatos musicais, ou seja, as rádios de maior audiência, correspondendo ao que o povo quer, emite em, aproximadamente, 90% da sua programação, programas de música e entretenimento, restando os outros 10% para o jornalismo informativo.
Porque serão tão importantes estes minoritários 10%, para os legisladores?
Parece-me claro que, este, já ancestral, desejo de controlo da informação não é só histórico e perdura vigoroso em pleno século XXI.
É preocupante perceber que, as rádios portuguesas vivem sob uma lei que a regulamenta de forma opressiva e até castradora, cheia de virtuosismos quanto a duas variantes: Informação e Concentração (o domínio da informação).
E os outros? Pergunto eu.
Os Comunicadores/Locutores/Animadores/Entretainer’s, etc, não assumem papel preponderante no fenómeno da comunicação?
São estes que motivam estados de espírito, passam mensagens publicitárias, promovem eventos e instituições, entre muitas outras coisas. Já nem falo dos “voz-off”, completamente remetidos ao papel de “papagaio”.
Estes andam em perfeita roda livre, só porque “manejam” informação consensual e conveniente.
Só por isso!
Entretanto, vão-se ocupando com 90% da programação da maioria das rádios em Portugal.
Só isso!
Para mim, não me faz confusão que os editores emendem alguns textos com pequenos erros, até porque é uma coisa natural e quando digo erros, entendo-os mesmo como coisas menores. Um exemplo, por vezes começa-se a escrever determinada ideia que depois é refeita; nesta operação, por vezes, ficam umas concordâncias fora do sítio que só se tornam perceptíveis a outros olhos.
No entanto, as minhas questões são outras: todos os textos são passíveis de serem corrigidos? Os de jornalistas tarimbados e os artigos de opinião, por exemplo? E ao corrigi-los não se está a pactuar com essas pessoas?
Dou o exemplo que só por ser o mais recente que me apareceu por aqui:
“Creio que o panorama poderá ser apreciado, pelo menos, de duas perspectivas diferentes. Uns dirão: é o reflexo do bom trabalho desempenhado pela actual direcção da…, que não deixa margem a outros projectos, em alternativa. Outros pensarão que é o reflexo da apatia generalizada que tem vindo a tomar conta da sociedade em geral e, em particular, da comunidade universitária”. Mas há mais:
“Pessoalmente, alinho mais pela segunda perspectiva, no entanto, também não será por acaso que a direcção de…, ao contrário da… e por sinal, com listas de continuidade, se apresentem sem oposição às eleições…”. E continua…
Dir-me-ão que não é um caso flagrante. Verdade que não é. Mas saindo da Universidade, ou melhor, da “comunidade universitária” não deixa de ser sintomático. E como é um artigo de opinião, lança para a discussão se deveria ou não ter sido corrigido pelo editor ou, porque o cronista está identificado, se deve deixar a pessoa em causa arcar com as consequências da sua escrita. Importante referir que o exemplo é isso mesmo, um exemplo. Foi o mais recente que me veio parar às mãos porque outros haveria que, se calhar, ilustrariam de forma mais evidente estas minhas reflexões.
Resumindo: parece-me fundamental que todos os que escrevem para os jornais leiam primeiro aquilo que escrevem (pode parecer La Palisse, mas há muitos que não o fazem); depois, o texto deveria ser “analisado” por uma entidade externa (pode ser alguém de confiança ou mesmo um editor) que validaria o que está escrito e só depois é que se avançaria para a sua publicação definitiva.
Como já sabem, para mim, a desculpa do tempo não cola…O respeito para com os leitores é regra inabalável e suprema…