Friday, December 21, 2007

Fenómenos

A revista diária da imprensa é um dos momentos mais animados do dia. Como eu gosto de homens que aparecem mortos, de mulheres que se suicidam a elas próprias, de pessoas que são baleadas a tiro, dos que morrem de doenças graves, de equipas que lideram na frente, dos que saem para fora, dos que são confrontados com surpresas inesperadas, dos presidentes que presidem, das verbas que totalizam um total, dos consensos que são gerais, das unanimidades de todos, de ambos os dois ou os três, dos desfechos finais, dos suplementos que fazem parte integrante… Como eu gosto de fenómenos!
Posted by Luísa Teresa Ribeiro in 15:02:12 | Permalink | Comments (1) »

“A diferença entre o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias”

“No dia em que a operação Noite Branca começou a prender suspeitos de serem responsáveis pelo clima de violência no Porto, a comparação entre um jornal de Lisboa, o Diário de Notícias, e um do Porto, Jornal de Notícias, no mesmo dia 17 de Dezembro, não podia ser mais significativa.
O Diário de Notícias falava das biografias e do background dos detidos, fazendo nota, como é óbvio, do seu profundo envolvimento com a claque do FCP, os Super Dragões. Na verdade, nenhum destes homens se tornou conhecido por ser segurança na noite, nem por frequentar ginásios, e mesmo as suas páginas e vídeos guerreiros nunca tinham merecido muita atenção. Onde eles apareciam era à frente da claque em filmes (a SIC mostrou-os) e em fotos de segurança aos dirigentes dos clubes. No Jornal de Notícias tudo isto é cuidadosamente omitido e os presos aparecem sem biografia, ou apenas com uma referência casual e singular a essa pertença. De facto, o Jornal de Notícias parece ser um jornal do Cazaquistão, tal é a ignorância do que se passa à sua volta. Mas não é, é mesmo do Porto e esse é que é o problema: é do Porto e cala.”

Pacheco Pereira, na Sábado

Posted by Pedro Antunes in 12:45:11 | Permalink | No Comments »

P.S.

O Pedro Morgado no seu Avenida Central dá um excelente exemplo de uma questão por mim abordada aqui: “Erros Meus, Má Fortuna!”. Como pode um jornal publicar um texto onde há um erro descarado e ninguém ter reparado nisso? Onde estão os editores do Correio do Minho? E já agora, o que aconteceu à correcção devida no dia seguinte?
Posted by Pedro Antunes in 12:09:15 | Permalink | No Comments »