Friday, January 4, 2008

Afinal… em que ficamos!

O jornalismo desportivo é construído com as suas particularidades, no entanto, há questões que são de simples abordagem.
Ou é preto, ou é branco.

Lista de convocados” é uma expressão do léxico semanal, para todos os que passam parte do seu tempo junto aos estádios, centros de treinos ou salas de imprensa desportivas.

Miguelito (ex-Benfica) foi notícia em Braga, esta semana, por representar o primeiro reforço do mercado de Inverno, para o Sp. Braga. Tanta tinta correu, que os dois diários da imprensa regional, continuaram a falar do Miguelito, até na “vulgar” divulgação da lista de convocados, para o jogo do fim-de-semana.

Até aqui tudo bem. Não fosse, esta manhã, encontrarem-se estes títulos:

Miguelito Convocado
Correio do Minho (com chamada à primeira página)

Miguelito não foi convocado
Diário do Minho

E eu pergunto: Em que ficamos!?

Posted by Pedro Costa in 22:17:58 | Permalink | No Comments »

“Qual É O Jornal Que Menos Interesse Tem Mostrado Pelos Problemas Do Crime No Porto?”

” Um jornal do Porto, o Jornal de Notícias. A razão, vamos fazer a interpretação benévola, é política. No Porto, tudo o que pareça dar razão a Rui Rio é anátema para o Jornal de Notícias e para a redacção do Porto do Público. Rio mostrou insatisfação com a actuação da PJ local e apoiou a decisão do PGR de mandar uma equipa de Lisboa para chefiar a investigação, logo soaram as trombetas do imbecil regionalismo “porto-portista”, que no fundo são a expressão política do stato quo ante Rio. Havia SuperDragões a mais presos na Noite Branca, eliminam-se referências a esse emblema exemplar da vida da cidade, e fala-se o menos possível de matéria tão delicada. Não é a coisa mais normal do mundo aí haver “polícias e ladrões”, como é suposto ser habitual em todo o lado? Um antropólogo membro da claque veio explicar as profundas raízes sociais que justificam a sua existência, repetindo o discurso que também se ouvia sobre os pobres hooligans, que desabafavam a sua ira social pelo desemprego partindo as cabeças alheias. Esta antropologia de justificação vem mesmo a calhar. Tudo está bem, tudo esteve bem, a violência é “nossa”, nem se lhe pode tocar nem com um cabelo. Daí o silêncio que só os “tablóides lisboetas”, que não são tão sérios e responsáveis como o Jornal de Notícias, ousam romper. Pobre Porto, que estás tão mal servido de falas e cheio de silêncios comprometedores!”.

Pacheco Pereira, in Sábado

Posted by Pedro Antunes in 16:30:41 | Permalink | No Comments »

“Fugir Aos Problemas Manipulando Estatísticas”

“É penoso o espectáculo que a maioria dos órgãos de comunicação social a manipularem estatísticas dos dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, relativos ao período de Janeiro a Setembro deste ano, sobre a evolução das suas tiragens. Os que ganham ou cresceram com clareza (Visão, Sábado, Correio da Manhã, Expresso, gratuitos, etc.) dizem-no e essa é a parte mais “limpa” dos comentários. Os outros, fazem exercícios que deveriam, num jornal sério, levar à demissão dos jornalistas que o fizessem. O Sol, que falhou todos os objectivos, está a metade do Expresso, e que sofreu uma das maiores quebras, arranjou maneira de crescer numa pequeníssima nota escondida na última página. O Diário de Notícias e o Público, ambos desceram, mas como se confrontam um com o outro arranjaram maneira de parecer que o outro desceu mais. O Público diz que “o Diário de Notícias continua a ocupar a quarta posição entre os cinco diários pagos generalistas” como se isso fosse uma boa notícia para o jornal; o Diário de Notícias publica um grafismo em que o tamanho do jornal é desproporcionado ao dos outros para dizer que desceu menos que o Público, ou seja, está melhor. Estas atitudes são preocupantes porque representam um deliberado engano do leitor e uma fuga aos problemas da imprensa escrita paga, quase toda ela em crise estrutural e não conjuntural”.

Pacheco Pereira, in Sábado

Posted by Pedro Antunes in 16:14:57 | Permalink | No Comments »

Os meus sentimentos…

«Não há um jornalismo desportivo, claro, nem o jornalismo que trata de desporto é geneticamente menor. Mas é verdade que - por múltiplas razões - no jornalismo que trata de desporto se ouvem coisas que não se ouvem genericamente.

Hoje, no jornal de desporto das 9h30 da Antena 1 o jornalista - por sinal, um dos melhores - disse que a Antena 1 envia as mais sentidas condolências à família enlutada de António Matias.
[...]

Do meu ponto de vista os meios de comunicação social servem para dar notícias ou ouvir reacções. Não para dar parabéns (ou prendas) ou manifestar pêsames. Até pelo ridículo que seria fazê-lo sempre que falece alguém e isso é notícia.»

João Paulo Meneses, no Blogouve-se

Posted by Luísa Teresa Ribeiro in 15:32:29 | Permalink | No Comments »

Processo em curso

A implementação da televisão digital terrestre é, seguramente, um dos temas que deveria estar no topo dos interesses de quem acompanha a área dos “media”.

Este processo está a ser seguido por Sérgio Denicoli, doutorando em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho. O trabalho que o jornalista e investigador está a fazer nesta área pode ser acompanhado no TV Digital em Portugal.

O TV Digital em Portugal ficou em oitavo lugar na categoria de “Media”, na eleição dos melhores blogues portugueses de 2007.

Como mapeamento do campo é fundamental ler aqui o trabalho da professora Helena Sousa e de Sérgio Denicoli intitulado “Os bastidores da TV digital terrestre em Portugal: actores políticos e económicos”, que foi apresentado em Setembro, na Universidade do Minho, no 5.º SOPCOM. Neste estudo, os investigadores fizeram um mapeamento de todas as partes envolvidas na questão, desde as empresas interessadas em obter um canal, aos actuais operadores, além dos partidos políticos, entidades reguladoras e normativas, entre outros aspectos.

As reflexões de Sérgio Denicoli também em Ponto de Análises.

Posted by Luísa Teresa Ribeiro in 00:42:17 | Permalink | Comments (1) »