Tuesday, January 8, 2008

Balsemão

Ainda a propósito das comemorações dos 35 anos do Expresso, Francisco Pinto Balsemão ficou encarregue de escrever um editorial. Para além de contar a história do início do jornal, Balsemão tece algumas considerações sobre a área que merecem uma especial atenção. Aqui ficam os destaques com sublinhados meus:

“É mais fácil fazer o Expresso em 2008 do que era em 1973? Não, porque não existe Censura. Sim, porque, além de uma maior concorrência, da própria Imprensa, e, principalmente, da Televisão e da Internet, o conservadorismo é mais díficil de suportar e vencer em democracia.”

“Num jornal, o espaço é sempre limitado. Há, portanto, matérias que entram e outras que não são aproveitadas e, entre as que entram, a hierarquização, a colunagem de títulos, a ilustração fotográfica ou infográfica permitem dar mais relevo a umas que a outras.”

“A escolha e atribuição de prioridade às notícias e opiniões que agitem o pântano, incomodem seriamente os conservadores do poder, apresentem pistas novas e soluções novas para os problemas que os mesmos conservadores não querem resolver, constituem provavelmente o maior desafio para o jornalismo de qualidade e independente do nosso tempo.

“Felizmente, o Expresso não é poder. Nunca aceitei que os media fossem o quarto poder. Um jornal não deve nem pode substituir-se ao Estado, não tem que assumir-se como grande educador do povo. E muito menos estar ao serviço de um projecto de poder pessoal, político ou económico.

“A qualidade e a independência de um jornal revelam-se pelo percorrer de um caminho próprio: dar informação e veicular opinião, de acordo com critérios deontológicos, e permitir que o leitor tire, por si próprio, as suas conclusões.”

Posted by Pedro Antunes at 20:30:00 | Permalink | Comments (1) »

Novo Código de Conduta do Expresso

O semanário Expresso está a festejar 35 anos. Convidou o seu primeiro director, Balsemão, para orientar a edição impressa no passado fim de semana. O Jornal aproveitou e publicou um novo código de conduta. A digitalização não é a melhor mas espero que se perceba.

Posted by Pedro Antunes at 17:57:34 | Permalink | No Comments »

Publicidade a quanto obrigas

Pelo menos o Correio da Manhã e o Diário de Notícias apresentam hoje, nas suas páginas na Internet, umas manchas laranja com a mensagem “Ninguém vive sem clicar”.

Carlos José Teireira ficou «sem saber o que eram as manchas» e «sem ler as notícias cobertas por estas». Pacheco Pereira considerou que «os jornais deviam ter mais respeito pelos seus leitores na Rede e os publicitários compreender que o efeito irritante deste tipo de publicidade é contraproducente e intrusivo. Parece uma maré negra.»

Isto na mesma manhã em que João Paulo Meneses chama a atenção para a última página do Correio da Manhã, onde se pode ler: «A edição de amanhã do CM vai chegar às bancas com uma falsa primeira página. Um importante compromisso publicitário a isso nos obriga. O CM agradece a compreensão dos leitores e a preferência dispensada». «Esta pequena nota suscita dois pequenos comentários: respeito pelos leitores, algo que nunca vi antes, formulado desta forma; incomodidade com a situação por parte da direcção editorial», escreve João Paulo Meneses.

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 13:20:53 | Permalink | No Comments »

Compre tralha e leve também um jornal ou uma revista

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 09:07:52 | Permalink | Comments (1) »

O Movimento de Mulheres nos “media”

Que cobertura jornalística é que os “media” fazem dos movimentos sociais, particularmente do Movimento de Mulheres?

A resposta está no artigo “Winning Coverage: News Media Portrayals of Women’s Movement, 1969-2004”, no qual Maryann Barasko e Brian Schaffner fazem a análise comparativa do New York Times e dos noticiários da noite dos canais de televisão ABC, NBC e CBS, entre 1969 e 2004.

O resumo é feito por Anabela Santos n’O Mal da Indiferença.

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 03:34:27 | Permalink | No Comments »