Wednesday, January 9, 2008

Quando a realidade insiste em contrariar a imprensa…

Há jornais que não andam em maré de sorte nas notícias relativas aos resultados eleitorais. Este é um fenómeno que se está a repetir em Portugal, mas também no estrangeiro.

Depois de ter dado a vitória do “sim” no referendo na Venezuela, o Público fala hoje da “derrota anunciada” de Hillary Clinton em New Hampshire. Comentário no Abnoxio.

Os resultados também deram dores de cabeça a jornais como “The Independent”, “Daily Telegraph” ou “The Guardian”. [Via Jornalismo & Internet]

Parece que a solução é uniformizar os fusos horários, fechar as urnas mais cedo e acelerar a contagem dos votos…. Ou, então, os jornais começarem a aprender com os erros….

E quando uma revista on-line prepara uma edição especial em flash sobre o rali Lisboa-Dakar? A +QueFútbol optou por publicar o especial sobre uma prova que não se realizou. Os “danos colaterais” são comentados por Ramón Salaverría. [Via Jornalismo & Internet]

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 21:31:51 | Permalink | Comments (2)

Apoio das Autarquias às Rádios Locais - Descarado ou Declarado?

De volta… com as minhas reflexões (há quem lhe chame manias) acerca da rádio em Portugal.

Um dos temas que mais polémica tem gerado, na revisão da lei que regulamenta a rádio, é o apoio das autarquias às estações de rádio locais.
Mesmo entre os operadores, não há consenso, mas a balança tende para o lado dos que o desaprovam.
Pudera, a maioria recebe apoios disfarçados e não quer partilhar o quinhão. Já lá vamos.

A actual lei da rádio impede que as autarquias detenham um alvará de radiodifusão. Aqui, também estou de acordo. Mas também proíbe que canalizem apoios – financeiros ou outros – para o exercício da actividade de radiodifusão. E isto, já dá plano de discussão.

Na prática - sejamos claros - as Câmaras Municipais apoiam as rádios “do sítio” na forma de contratos de publicidade, pois, a lei não impede que elas, ou as empresas municipalizadas sejam tratadas como outro cliente qualquer. Portanto, o apoio existe, mesmo que de forma encapotada. Problema maior temos nos concelhos com mais do que uma estação, em que as autarquias escolhem de quem querem ser “clientes”.
Neste contexto já falamos de descriminação, que, a mim, parece configurar algo mais grave do que um eventual apoio declarado.

Se me perguntarem se concordo com um apoio declarado, suportado legalmente, talvez eu também diga que não é uma situação desejável. Pois sabemos que os políticos se sentem “donos” daqueles que apoiam.
No entanto, será a situação actual um mal menor? Não me parece.

A realidade é esta: Por um lado há “apoios” – a que chamam relações comerciais -  descriminados, como referi anteriormente, por outro, há pequenos concelhos, cujas pequenas rádios, subsistem, apenas e só, graças a estes “apoios” camarários. E esta situação propicia, claramente, um contexto de controlo da informação.

Posto isto, não parece totalmente descabido, um apoio em formato de subsídio directo (financeiro) ou indirecto (em género, instalações, etc.), desde que devidamente comprovado e tornado público, após aprovação dos planos de actividades e contas de gerência das autarquias.

Entre o apoio “Descarado” e o “Declarado” acho que prefiro este último.

Próximo Capítulo: “Informação e Jornalismo na Rádio”

Posted by Pedro Costa at 17:56:06 | Permalink | No Comments »

Afinal… era Optimus

As manchas cor de laranja que ontem perturbaram a leitura pelo menos dos sites do Diário de Notícias e do Correio da Manhã são, afinal, da nova campanha publicitária da Optimus.

A operadora de telecomunicações móveis do grupo Sonae apostou num novo logótipo e num novo tom de laranja. «De que precisas?» é a pergunta deixada pela campanha multimédia de promoção da nova marca, da autoria da Euro RSCG.

A “nova” Optimus pode ser encontrada aqui.

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 02:46:27 | Permalink | No Comments »