Friday, January 11, 2008

Fast food ıı

«Às vezes sou levado a pensar que a liberdade de imprensa e, em geral, a liberdade de expressão são uma espécie de “fast food” do regime democrático, engordam mas pouco alimentam, tantas notícias chocantes saem todos os dias nos jornais e não têm consequência alguma. Indignam durante um dia e são rapidamente substituídas por outras no dia seguinte; e estas por outras, e por outras, como Sísifo carregando a mesma inútil pedra. O famoso quarto poder é, como o chamou Mário Mesquita, um quarto equívoco. O poder do jornalismo é a face visível do poder das fontes, isto é, do poder político e do poder económico (mais o dos dispersos poderes fácticos que se desenvolvem nos seus interstícios).»
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«A caixa televisiva mudou o Mundo justamente pela sua capacidade de transformar em entretenimento tudo o que toca, jornalismo incluído. Somos “entretainers”, contadores de histórias verdadeiras. Mas a verdade já não tem poder nenhum.»

Manuel António Pina, no Jornal de Notícias (11/1/2008)

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 14:46:48 | Permalink | No Comments »

Preterido pela ovelha que o pariu

Cadela amamenta cordeiro rejeitado pela mãe

«Um cordeiro recém-nascido rejeitado pela mãe foi «adoptado» por uma cadela, que o amamenta entre fardos de palha num estábulo numa quinta nos arredores de Coimbra, escreve a Lusa.

O borrego foi preterido pela ovelha que o pariu, em favor de outro cordeiro da mesma ninhada, na segunda-feira, mas foi prontamente acolhido pela cadela, que perdera os filhotes.

Na Quinta de Santa Maria, na localidade de Cioga do Monte, freguesia de Trouxemil, o médico reformado João Jordão regozija-se com a situação, lembrando que outros animais domésticos alegraram a família nos últimos anos, como o caso de um pombo que acompanhava o dono para todo o lado, até umas férias na praia.

A cadela «Pipocas», de cor castanha, após a perda dos cachorros, acabou por oferecer o leite materno ao primeiro filho adoptivo que lhe surgiu.

Debilitado pela fome, a cambalear e num instinto de sobrevivência, o pequeno ovino, ainda sem nome, aceitou mamar na cadela, pondo em causa o estereótipo do lobo agressivo (parente do cão) «vestido com pele de cordeiro».»

Notíca da Lusa, aqui no Portugal Diário

 

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 14:39:39 | Permalink | No Comments »