Thursday, January 17, 2008

Que Jornalismo temos/queremos na Rádio?

Já escrevi num dos meus post’s, aqui no Trio de Rachar, sobre a tendência de consumo de rádio em Portugal, que aponta muito menos para informação e muito mais para música.

Quanto a isso, não temos dúvidas. Embora eu conheça estudos que o indicam de forma clara, as audiências, que fazem da RFM líder imperturbável, comprovam que os formatos musicais são da predilecção dos portugueses.
Estações como Antena 1 (de serviço público), TSF ou Rádio Clube Português, que se dedicam a formatos informativos e/ou de palavra, têm individualmente, segundo o último Bareme Marktest, um terço (sim, cerca de 33%) , ou menos, da audiência da RFM.
A Rádio Renascença , outrora líder, hoje, uma espécie de híbrido entre a música e a palavra, já está abaixo dos dois terços do parceiro de grupo.

Posto isto, serão compreensíveis, e não criticáveis, as linhas editoriais das rádios que seguem os formatos musicais, abordando um jornalismo “light”, ou como os pudicos gostam de chamar, de manutenção e agenda.
São projectos de audiências, com pouco investimento na informação, que, todos sabemos, inflaciona largamente os orçamentos das estações.
Por outro lado, existem projectos de influência, ou chamemos-lhes (outra vez os pudicos) de palavra e informação. Com linhas editoriais rigorosas e em constante análise, sendo projectos muito mais onerosos e menos lucrativos, no que a resultados financeiros diz respeito (coisa diferente da facturação).

Falamos de opções. Puras e legítimas opções, motivadas pelo que quer que seja, mas que não encontram constrangimento legal ou financeiro. Não esqueçamos que, em muitos casos, falamos de projectos paralelos de grupo, articulados em lógica de portefólio.

Fecho a reflexão falando de rádios locais, que vivem a obrigatoriedade de ter nas suas redacções (diga-se, nos seus quadros) jornalistas profissionais. E
 digo obrigatoriedade, porque estas a vêem como constrangimento, graças a um requisito legal que obriga à emissão de três noticiários locais por dia.
Curioso! Aqui já não estamos no campo da opção!

Não tivesse Cavaco Silva vetado a revisão do estatuto, onde se previa que o acesso à carreira de Jornalista Profissional, só era concedido a licenciados (independentemente do tipo de licenciatura – que coisa estranha!), e um destes dias, ainda íamos ver nos pequenos anúncios:
U
RGENTE – precisa-se Jornalista Profissional para estação de rádio em Freixo de Espada à Cinta. Entrada imediata.

Próximo capítulo:  “Denúncias: Tanto nos une e tão pouco nos divide!”

Posted by Pedro Costa at 18:48:12 | Permalink | No Comments »

Um Estudo Para A Confusão

Um estudo do Instituto de Ciências Sociais e do Trabalho (ISCTE) traz algumas boas notícias para os jornalistas. Apesar de o nível de informação dos portugueses não ser dos mais altos da Europa, mesmo assim 57,1% deles têm por hábito ler jornais.

Mas há mais: o há muito vaticinado fim das edições dos jornais em papel está longe de tornar-se realidade. É que só 21,8% dos inquiridos do estudo, coordenado por Gustavo Cardoso, lêem os jornais pela Internet. E entre estes, os sites noticiosos parecem ser considerados fontes mais credíveis do que os blogues. 35,9% dos inquiridos vão aos sites dos media à procura de informação generalista e 27,6% de notícias desportivas enquanto os blogues são apenas consultados por 23,9% dos cibernautas.

54,8% dos portugueses não costuma ler jornais gratuitos tendo estes consumidores diferentes. Enquanto os jornais online e pagos são lidos maioritariamente por homens, os gratuitos fazem o seu caminho sobretudo entre o público feminino. São preferidos pelos jovens, estudantes contrapondo com os trabalhadores em idade activa que preferem jornais pagos e da informação através da Internet.

Posted by Pedro Antunes at 13:03:49 | Permalink | No Comments »

Vem Aí Concorrência?

O líder português da imprensa regional (o grupo Lena) avalia a sua expansão para a Região Norte, através do lançamento de um novo semanário. A solução do grupo de Leiria poderá passar pela aquisição do título O Comércio do Porto. O título está na posse do grupo galego Prensa Ibérica que está interessado em vendê-lo. O grupo Lena tem seis semanários centrados no triângulo Leiria-Aveiro-Santarém.
Posted by Pedro Antunes at 12:08:39 | Permalink | No Comments »