Friday, January 18, 2008

Prós e Contras

“O programa da RTP de Fátima Campos Ferreira tem muitos defeitos, alguns graves. É muitas vezes “prós e prós”, às vezes em matérias suspeitas de governamentalização, as escolhas que não são resultado de recusas tendem a favorecer o poder, e tem um modelo de gigantismo que prejudica a discussão das questões, quer por se querer fazer passar o camelo pelo fundo da agulha quer pela dispersão para o lado, para a irrelevância. Mas sem, o Prós e Contras, no conjunto dos seus vários programas sobre o novo aeroporto de Lisboa, pura e simplesmente a discussão seria sottovoce. Nos Prós e Contras não houve uma discussão, houve a discussão, o que é um imenso mérito.”

Pacheco Pereira in Sábado

Posted by Pedro Antunes at 11:07:05 | Permalink | No Comments »

Basta (de) chorar

É um daqueles livros que se lê por curiosidade e se arruma no lugar mais recôndito da estante, longe dos olhares argutos de quem está habituado a descobrir insólitos nas prateleiras alheias. Mas, surpreendentemente, alguns dos chorrilhos lidos há muito tempo vêm-nos à cabeça. Foi o que me aconteceu ao ver Hillary Clinton a choramingar.

O livro intitula-se “A Princesa – Maquiavel para mulheres”, de Harriet Rubin, lançado em Portugal pela Editorial Presença, em 1999. A publicação, de 150 páginas, está dividida no Livro da Estratégia, Livro das Tácticas e Livro das Armas Subtis. Tudo com bons conselhos para assegurar o sucesso da princesa (por contraponto ao príncipe masculino de Maquiavel).

Harriet Rubin considerava – e recorde-se que o original deste livro é de 1997 – que Hillary Clinton tinha cometido vários erros tácticos. «Hillary lutou como um príncipe, e lutou para conquistar em vez de ser para levar a melhor. O êxito está noutro lado», argumentava (pag. 88).

E, depois, já no Livro das Armas Subtis, dizia que «a maior parte das mulheres confia nas lágrimas por uma questão de submissão, e fica embaraçada quando as usa. As princesas usam-nas porque jogam para além das regras; e nada muda mais depressa o jogo que as lágrimas» (pag. 115). «[...] Noutras circunstâncias, as lágrimas poderiam parecer pequenas e manipuladoras. Mas uma princesa está a jogar para ganhar uma guerra, batalha a batalha [...]», escrevia (pag. 115).

Aparentemente, Hillary Clinton já aprendeu as tácticas de Maquiavel para Mulheres. Basta chorar.

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 00:24:30 | Permalink | No Comments »