Monday, February 11, 2008
De volta a questão do anonimato das fontes
Conselho Deontológico não quer fontes vagas no jornalismo
«Primeiro, a regra é a identificação das fontes. Segundo, não se deve identificar fontes vagas para tentar conferir crédito ou legitimidade à informação. Terceiro, é preferível ser o jornalista e o seu órgão de informação a assumir a responsabilidade da informação que publicam. Se forem honestos, ninguém vai permitir que se use o nome para fontes inexistentes», disse à Lusa Orlando César.
O presidente do Conselho Deontológico (CD) falava a propósito da recente troca de opiniões, tornadas públicas, entre o Provedor de Leitores do Público, Joaquim Vieira, e os fundadores do jornal e autores do livro de estilo Vicente Jorge Silva e José Mário Costa quanto à informação obtida a partir de fontes anónimas ou confidenciais.
Enquanto o Provedor do Leitor considera que a informação deve ser imputada a fonte não especificada (por exemplo «fonte ligada ao processo»), os dois jornalistas entendem que é preferível ser assumida pelo jornal (por exemplo, «o Público apurou que»).”