Thursday, February 14, 2008

A comunicação é uma coisa “tramada”!

É preciso aumentar a natalidade em Portugal. Espero que a Comunicação Social portuguesa dê mais espaço ao estímulo para a natalidade.”
Cavaco Silva

(dialogo ficcionado)
- Sr. Presidente, está a falar de pornografia?
- Olhe que não… olhe que não…

Posted by Pedro Costa at 08:15:37 | Permalink | No Comments »

Enamorados à força

Os meios de comunicação social acompanham, anualmente, as datas mais marcantes do calendário. Em alguns casos, foram eles que contribuíram decisivamente para que essas datas obtivessem a visibilidade que têm hoje, como é o caso, entre nós, do Halloween ou do Dia de S. Valentim.

O calendário anual começa com o Ano Novo e continua com o Carnaval, a Pascoa, o pré-férias, férias e pós-férias, o regresso às aulas, o Halloween e o Natal (aqui e aqui). Pelo meio, há ainda os incontornáveis “Dias de…”, com destaque para o Dia da Mãe, Dia do Pai, o Dia dos Namorados, o Dia da Mulher e outros.

Estamos em pleno Dia dos Namorados. Há quem faça edições especiais por causa desta data (por exemplo aqui e aqui) ou quem apresente sugestões para esta ocasião (aqui).

Em relação aos temas, já vimos todas as abordagens possíveis sobre o amor, desde os amores proibidos a todos os outros: entre etnias, entre deficientes, na infância, na pré-adolescência, na idade adulta, na terceira idade, na quarta idade, misturando todas as idades, entre homens e mulheres, entre homens e homens, entre mulheres e mulheres, a dois, a três ou a mais, entre vizinhos, entre pessoas que vivem com um ou dois oceanos pelo meio, com e sem sexo (ver exemplos aqui e aqui)…

Estas questões são, normalmente, acompanhadas com sugestões comerciais. No meu caso, tal como disse em relação ao Natal, não contem comigo para compras extras.

Venham a seguir as “ideias” para a Páscoa e imaginem qual vai ser a minha resposta….

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 02:31:11 | Permalink | No Comments »

«E não venha dizer-se que tudo é “fabricado” e potenciado pelos media»

«Quem ouviu e leu, de modo lúcido, o que, nestes últimos dias, se vem dizendo e escrevendo sobre determinados factos e situações, dificilmente pode ficar tranquilo. E não venha dizer-se que tudo é «fabricado» e potenciado pelos media para vender jornais ou aumentar audiências. No enredo da complexa teia da sociedade actual, não aceito, de modo intuitivo ou consequente, qualquer uma das teses de que a Comunicação Social é o “quarto poder” ou contrapoder. Porém, é indubitável que vivemos numa sociedade comunicacional. E nesta, tal como o ar, as notícias sobre tudo e sobre todos circulam ininterruptamente. E quem não tiver consciência disso, seja primeiro-ministro, simples ministro, deputado, autarca ou treinador de futebol, não vai aguentar neste tempo e nestas circunstâncias.»

Paquete de Oliveira, em “Um país sob suspeita”, no Jornal de Notícias

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 02:25:35 | Permalink | No Comments »