Pressão e/ou Manipulação
Voltam à ribalta a questão da pressão e da manipulação, da ética e da deontologia, da comunicação e da propaganda.
Quanto à questão da entrevista (a que eu poderia chamar outra coisa) até entendo os pudores dos colegas, não entendo é o espanto (ou talvez não) da oposição. Dirão que não me cabe entender e se calhar…
Quando se fala das pressões sobre redacções e jornalistas, provocadas, ou não, por assessores e gabinetes de comunicação, parto do princípio que estamos a falar de algo que não é novo. Não tenho a inocência de pensar o contrário.
Também acho que, qualquer factor (chame-se pressão, chamada de atenção, consciencialização, ou outro) que faça um jornalista reler e reavaliar o seu “escrito” não constitui, forçosamente, um facto reprovável. Coagir a atitude do jornalista, levando-o a equacionar a sua deotologia profissional, isso sim, constitui algo de grave.
Também acho que as ditas pressões podem ser do foro político, mas também o podem ser do foro economico-financeiro (e destas, estranhamente, fala-se muito pouco).
Preocupa-me, sim é verdade, a propaganda embrulhada em “papel” de entrevista ou notícia, no entanto, que dizer das chamadas “publi-reportagens”, que são artigos publicitários embrulhados em “papel” de reportagem.
Sei que nisto não há consenso, mas, para mim, havendo jornalista pelo meio, são exactamente a mesma coisa: Manipulação.
E a fronteira parece tão ténue!
Como alguém diria na saudosa inocencia e estúpido egoismo. já que vamos para o inferno, vamos ricos.
São opções. Tal como tudo na vida, cada um assume as suas.