Saturday, March 15, 2008

Relações

As relações familiares ou pessoais de um jornalistas devem, em alguma medida, condicionar o seu comportamento profissional?
Algumas respostas para esta questão delicada na reflexão do Provedor do Leitor do Diário de Notícias.
Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 19:49:33 | Permalink | No Comments »

RR e TSF no Euro 2008 para os relatos (seja lá o que isso for)

A Rádio Renascença e a TSF garantiram os direitos de transmissão dos 31 jogos para o Campeonato Europeu de Futebol que decorre no próximo verão.
A negociação encetada pelas duas estações graças ao facto da negociação ter sido encetada pelas duas empresas, históricos concorrentes, tornou os valores mais baixos .
Um bom sinal. Uma atitude inteligente.

Mas o plano de discussão que aqui trago não é este.
Já não é novo o facto de se pagarem as transmissões radiofónicas dos grandes acontecimentos desportivos, no âmbito da União Europeia. Assim acontece nas transmissões dos Europeus, Mundiais, e competições da UEFA.
É sabido que, em Portugal tal não acontece, felizmente. Por cá, os reporteres, jornalistas ou não (já lá iremos), pedem credenciação que lhe dá acesso aos recintos desportivos para a narração dos acontecimentos desportivos.

Se me parece legítimo que se cobre a uma estação de televisão pela transmissão de um acontecimento desportivo à porta fechada, pois está a retirar do espectáculo para a sua transmissão, a mim parece-me discutível cobrar a uma estação de rádio pelo mesmo motivo, por duas razões: Porque não está a (re)transmitir o espectáculo (apenas a narrá-lo); porque o seu trabalho de transmissão pode ser considerado um acto jornalístico, com o respectivo direito de acesso aos acontecimentos.

Aqui já entramos numa velha, mas ainda hoje pertinente, discussão. O que é, afinal, um relato de futebol?
Os puristas da informação defendem que o estilo “adjectivante”, adoptado normalmente pelo vocabulário desportivo num relato, não pode ser considerado informação/jornalismo, por violação da ética e deontologia. Por outro lado, é verdade que os profissionais que relatam os jogos de futebol são, na sua maioria, jornalistas profissionais e defendem o seu acto como sendo uma narração de factos, como qualquer outro acto de reportagem jornalística.

É muita dúvida!
De qualquer forma, acredito que quando chegar cá (porque acredito que vai chegar) a moda do “paga para relatar”, vamos ficar pela selecção do costume: Vai à bola quem pode!

Posted by Pedro Costa at 00:05:49 | Permalink | No Comments »