Wednesday, March 26, 2008

Clube de Jornalistas analisa papel da Comissão da Carteira

O Clube de Jornalistas analisa hoje, na RTP2, a partir das 23h30, o papel da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista.

O debate conta com a presença do juiz desembargador Pedro Mourão, presidente da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista, José Carlos de Vasconcelos, jornalista e advogado, e Mário Bettencourt Resendes, jornalista e porta-voz do Movimento Liberdade e Informação.

O programa inclui depoimentos pré-gravados, de Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos Jornalistas, e de Joaquim Vieira, do Observatório de Imprensa.

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 15:49:53 | Permalink | No Comments »

«O que me parece perigoso é quando o entretenimento invade os terrenos da informação»

«A televisão é um meio extremamente sensorial, e esse apelo às emoções é inevitável. O que me parece perigoso é quando o entretenimento invade os terrenos da informação, que deviam ser claramente distintos».

«Acho que [o canal RTP] está próximo da ideia do serviço público que é possível fazer nas condicionantes em que a empresa vive, como sempre esteve. Não me parece que tenha havido essa diferenciação tão evidente nos últimos anos. Houve alguma, mas muito por responsabilidade dos outros operadores generalistas que se agarraram à monocultura da telenovela».

«Não me parece que haja um mercado maior a explorar. Tenho receio que [mais um canal] não acrescente muito ao nível do que faz mais falta: a aposta em ficção portuguesa de qualidade, por exemplo, ou a produção de novos documentários sobre o país, a sua história e a sua cultura (no sentido mais lato possível)».

«O jornalismo não é, hoje em dia, uma profissão de sucesso garantido. E a ilusão da fama não passa disso, de ilusão. Além de que é, genericamente, uma actividade muito mal paga. Sobre os cursos haveria muito para dizer, mas estão ainda longe do que deveriam ser».

Carlos Daniel, em entrevista ao Ensino Magazine.

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 00:16:10 | Permalink | No Comments »

«Se uma imagem for informativa, ou se por outro lado for emotiva, não precisa de ser manipulada»

«No futebol não se escolhem ângulos. As regras da FPF e da UEFA são claras; as áreas onde podemos fazer imagens são do poste da baliza até a bandeirinha do canto.

O que me permitiu fazer esta imagem foi ter intuição; quando olhei para o olhar do Scolari e notei que este não era normal no ser humano, comecei a disparar. Se disparasse quando ele desse o soco não tinha a imagem. As fotografias são sempre tiradas antes dos acontecimentos».


«Os leitores são bombardeados diariamente com tanta informação sobre tanta coisa, que já pouca paciência têm para ler. Mesmo que leiam, já não os marca como antigamente».


«A manipulação não faz parte do dia-a-dia dos fotógrafos de imprensa. Actualmente, tudo é possível fazer com uma imagem. Penso que se uma imagem for informativa, ou se por outro lado for emotiva, não precisa de ser manipulada».

Miguel Barreira, vencedor do terceiro lugar na categoria Desporto do World Press Photo 2007, em entrevista ao Ensino Magazine.

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 00:13:14 | Permalink | No Comments »