“Criminalidade dispara em Braga” (ou talvez não)
Acabei de ler o “Balcão“, semanário de distribuição gratuita, da cidade de Braga.A Manchete chama a atenção, provoca, incita, preocupa… “vende”!
(a fotografia de inspiração “hollywoodesca” faz o resto)
Uma reportagem, a propósito de um suposto aumento muito significativo da criminalidade (“disparado”, segundo a manchete), foi o que me despertou a atenção. Até pelo facto de, há menos de três meses, eu próprio ter conduzido um debate acerca da segurança na cidade de Braga, com Protecção Civil e PSP em estúdio, que, pelo contrário, apontava para uma certa estabilização dos números de pequenos crimes e um decréscimo dos crimes violentos.
Li o editorial e comprovei o tom alarmista acerca desta reportagem de fundo. Quando li a própria reportagem, a “montanha pariu um rato”. A constatação que sustentava a manchete era, quanto a mim, puramente empírica.
A reportagem estava baseada em testemunhos de vítimas da criminalidade (visões parciais), nomeadamente das ruas adjacentes à Universidade do Minho - que todos sabemos sofrer um problema de criminalidade sazonal. Quanto a dados, era referido um aumento de 30% da criminalidade violenta no país, e era citado, no final da reportagem, que apesar dos esforços, não tinha sido possível apurar dados juntos da PSP.
O rigor informativo é exigível, qualquer que seja o tipo de imprensa (sensacionalista, ou não).
O título pode “vender”, mas o produto não convence… e mais não digo!
A Rádio Universitária do Minho (