E então as quotas de música na rádio?
Só para chatear, acabei por ter razão!
Escrevi aqui, há algum tempo, que a introdução de quotas de música portuguesa era uma hipocrisia e que não resolveria o problema de fundo: o consumo de música portuguesa.
Ora, introduzidas as quotas através de regulamentação própria, estabelecidas estas nas play-list das estações e consumada a devida fiscalização por parte da ERC - que também já está em marcha - percebe-se que as rádios em Portugal até cumprem, mas os portugueses continuam a preferir música estrangeira, nomeadamente britânica e norte-americana.
Ainda bem que ainda há quem se disponha à discussão do problema de forma séria e competente.
O Casino de Lisboa dedica o próximo dia 13 de Abril à temática agendando três conferências sobre Os Novos Caminhos da Divulgação da Música.
Três debates, moderados por Nuno Galopim, discutem:
- Do Vinil ao MP3;
- Lá Fora: Caminhos de Exportação da Música;
- Ler, Ouvir e Ver: Os Novos Caminhos da Divulgação da Música.
É que, isto de hostilizar as rádios não me pareceu grande ideia.
Há jornalistas que exultam com números, acreditando que através da sua citação estão a ser objectivos (o que nos remete para a objectividade como “ritual estratégico” de Gaye Tuchman).
