Wednesday, April 9, 2008

Políticas para a imprensa regional

O garrote da imprensa regional

A imprensa regional não tem sido bem compreendida, nem protegida, nem estimulada, pelos últimos governos, incluindo o actual. Curiosamente, foi mais acarinhada pelos executivos do PSD, sobretudo na vigência de Luís Marques Mendes como secretário de Estado e depois como ministro, cujo governo suportava o “porte pago” na íntegra.

Os jornais locais e regionais desempenham um forte papel no âmbito das suas comunidades, quer as residentes, quer as emigrantes, sendo, em muitos casos, o único periódico para muitos leitores, que os compulsam de fio a pavio, à cata de notícias da sua terra e das suas gentes, das suas instituições, dos grandes e dos pequenos acontecimentos da freguesia, da vila ou cidade, que não transparecem minimamente na dita “grande imprensa”.

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Aos pequenos jornais não interessa que se acene com um portal electrónico onde eles se alojem, porque é mais barato para o Governo esse aparato de “choque tecnológico”. Pergunta-se é quantos leitores das aldeias ou quantos emigrantes por esse mundo fora, habituados a folhear ansiosamente as páginas dos jornais que semanalmente ou quinzenalmente lhes trazem as histórias da sua terra, sabem sequer o que é um “portal electrónico”, conhecem o seu funcionamento, têm computador ou estão interessados nessa versão.

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É absurdo, inaceitável e inqualificável o estrangulamento que as autoridades estão a colocar na imprensa local e regional. É de quem não conhece a sua missão, de quem não respeita os seus valores, de quem não honra os seus destinatários, de quem quer assassinar a voz activa do Portugal da província. Falamos de um rude golpe na identidade portuguesa, quer internamente, quer por esse estrangeiro além!…

Artur Coimbra
in Correio do Minho, 07/04/2008, pag. 3

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 03:12:13 | Permalink | Comments (9)