Tratamento jornalístico da diversidade étnico-cultural
As principais recomendações são:
«O CD recomenda que os jornalistas não tratem as etnias ou minorias populacionais como se fossem monolíticas, mas sim inseridas numa comunidade, pois isso pode causar exacerbações de outros que são preteridos.
Do mesmo modo, não devem os jornalistas deixar-se motivar pelos sentimentos de grupos sociais que eventualmente utilizem expressões ofensivas quando discutem os problemas com as populações minoritárias. Se necessário, devem parafrasear essas ofensas com a menção de que as respectivas comunidades as consideram insultuosas e provocatórias.
O CD alerta que no tratamento destas diversidades se devem ouvir também pessoas idóneas, representativas das comunidades, a fim de se obter uma informação esclarecida.
A utilização de frases como: “toda a gente sabe que…” ou “é evidente que…” podem fazer à partida juízos prévios limitadores à recolha de uma boa informação. O bom senso e a utilização de uma linguagem correcta ajudam a “quebrar muros” e a “romper barreiras”.
O Conselho Deontológico recomenda, de acordo com a doutrina europeia e os princípios universais, que os jornalistas, na elaboração do seu trabalho, utilizem cinco palavras – chave, para aferir da melhor cobertura de acontecimentos que envolvam qualquer vertente da diversidade e que tornem a informação credível e respeitada: Quem falta na história; Qual é o foco no contexto da história; Onde podem obter mais informação; Quando devem utilizar a identificação racial ou étnica e; Porque inclui ou exclui certas informações».
A recomendação pode ser lida na íntegra aqui.