As crianças têm direitos
Uma estudante de jornalismo questionava-se, há algumas semanas, se deveria identificar os menores deficientes sobre os quais estava a fazer uma reportagem, mesmo depois de ter obtido a autorização dos pais.
Infelizmente a preocupação com a protecção da imagem das crianças não passa pela cabeça de muitos jornalistas, alguns até com largos anos de exercício profissional. Basta dar uma vista de olhos às bancas de revistas e jornais para constatar esta realidade.
Isabel Stilwell reflecte no Destak sobre um caso que a deixou em estado de choque: «Uma coisa é a “silly season”, em que se vão buscar umas parvoíces para encher as páginas. Outra é a maldade, o terrorismo psicológico e o abuso dos direitos das crianças».
Esta é uma questão demasiado séria para continuar a ser negligenciada, seja ou não “silly season”.
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02:23:20
Essas revistas deviam ser banidas, pois não cumprem papel social nenhum. São fábricas de factos, invenções, mentiras e desrespeitos por tudo o que é lei. Algumas pseudo- vedetas públicas precisam delas para provar a sua existência, mas santo Deus, eticamente (HUMANAMENTE), não se devia proteger as crianças? Pelo menos isso? Quanto aos deficientes, tem os dois prismas. Tornar público um caso, com nome e fotografia, faz com que o meio social (restrito ou alargado) possa compreender melhor a deficiência daquela criança e, quem sabe, aceitá-la melhor. Tudo depende da intenção dos pais. Não sou a favor de que se escondam os meninos diferentes, se as reportagens forem construtivas e positivas. Lembro-me de inúmeros casos em que isso sucedeu e trouxe resultados positivos para a família.
Madalena
A mim parece-me que a discussão está na base: A ética e a deontologia.
Sabemos bem que não existe um código deontológico sazonal para a silly season!
A problemática apresentada é, infelizmente, pertinente e actual, porque constitui um dos desvios frequentes na furiosa luta pelas melhores tiragens… e é assim 365 dias por ano.
Luísa, a mim faz corar de vergonha!