Vou ali assaltar um banco e já venho

O Ministério da Administração Interna preparou-se para um Verão quente em termos de incêndios. Mas o fogo acabou por ser outro. O rastilho acendeu-se na área da criminalidade, que ganhou proporção de onda.
A questão da (in)segurança passou a estar na ordem do dia na comunicação social. Na televisão, nas rádios, nos jornais. De manhã, ao meio-dia e à noite.
No meio de medidas de emergência e de trocas de acusações entre políticos, eis que a comunicação social se vê no banco dos réus, acusada de contribuir para o aumento do número de crimes, de ter o poder de deformar a realidade e de criar ondas.
Embora especialistas garantam que o «crescimento do número de notícias sobre assaltos não fomenta um aumento da criminalidade», está lançado o debate sobre o papel da comunicação social, até porque esta é uma área normalmente apetecível (um estudo revela que, entre 2002 e 2006, «as notícias sobre segurança e criminalidade foram a quarta temática mais frequente nos noticiários televisivos do horário nobre»).
É com um programa dedicado à temática muito pertinente da cobertura da violência na informação jornalística que o Clube de Jornalistas regressa hoje à RTP2, às 23h30.
Octávio Ribeiro, director do “Correio da Manhã”, Pedro Coelho, jornalista da SIC e docente de Jornalismo Radiofónico na Universidade Nova, e o professor Francisco Rui Cádima, igualmente da Universidade Nova, são os convidados.