Thursday, November 20, 2008

Congresso de Radiodifusão pode ter sido histórico

Acompanhei, este fim-de-semana, o XI Congresso de Radiodifusão da APR, em Vila Real.
Na verdade, o nível de debate foi elevadíssimo, pois, quanto a mim, os congressistas terão tido oportunidade de assistir a apresentações de grande qualidade técnica, com inovação, visão estratégica e pertinência.
Destaque para os estudos apresentados no que concerne à difusão da Rádio no futuro das plataformas digitais, além da base de discussão se ter centrado, numa boa parte do congresso, na manutenção ou perda dos factores distintivos do meio rádio e dos novos paradigmas de escuta das novas gerações.
Pelo meio, ainda tempo para falar de regulação, com a presença no painel de um jurista da ERC, numa demonstração de abertura para o plano da discussão e ainda um excelente painel de fecho que avaliou a convergência/divergência, com excelentes contributos de especialistas de media e marketing.

Porque é que este congresso pode ter sido histórico?
Porque na sessão de abertura, Augusto Santos Silva, Ministro dos Assuntos Parlamentares, com a tutela da Comunicação Social, demonstrou que o Governo PS já não está tão conservador como o demonstrou até agora, sempre que abordou o tema Nova Lei da Rádio, à mesa das negociações, ou não…
Nesta sessão o Ministro anunciou um “simplex” para o sector da rádio, num conjunto de medidas supostamente facilitadoras, mas que me pareceram “encobridoras” do cerne da medida. Na verdade, estarão por aí a chegar legítimados e legalizados grupos de media a desmultiplicar cadeias de rádio por esse Portugal fora que, segundo o Ministro, vão tornar competitivo o panorama de rádio actual que está pejado de microempresas.

Santos Silva do 8 ao 80… e aí está a construção do novo paradigma da rádio em Portugal (a mim apetece-me torcer o nariz de desconfiança com este presente)

Posted by Pedro Costa at 00:50:04 | Permalink | Comments (7)

Monday, November 10, 2008

Sinto-me Um E.T.

Enquanto formos vivos é sempre altura de perder “virgindades”. Ontem, perdi mais uma…finalmente. Aguentei cinco minutos a ouvir dois pataratas a fazer comentários a um jogo de futebol num canal privado em sinal aberto. Bom, cinco minutos é como quem diz…Ia tendo fraquezas e lá carregava eu no botão. Mas voltava tudo ao início. A primeira parte de sonho do Sporting ”das melhores que já vi” foi “o pior Porto de que há memória”. A segunda parte “à Porto” obrigou “o Sporting a tirar o pé do acelerador”.

Os cruzamentos milimétricos do Miguel Veloso transformaram-se em “bolas para ninguém”. O pior jogador do Porto, Hulk, “um jogador individualista e que não tem lugar nesta equipa”, marcou “um hino ao futebol egoísta”. Enfim, as patetices lá continuaram. Espero que a ERC faça o seu trabalho e explique a diferença entre opiniões e comentários e já agora que diga aos senhores Valdemar Duarte e Bruno Prata que os espectadores são inteligentes, que a grande maioria não é cega e que não queremos saber as opiniões deles porque temos inteligência suficiente para formular as nossas.

A cereja em cima do bolo foram as apelidadas entrevistas rápidas: Rochemback teve direito a duas perguntas (logo a abrir Sousa Martins perguntou-lhe qual era a sensação de falar um penalti–deve ser de absorção mas ao contrário, digo eu) e as curtas respostas do brasileiro bastaram ao jornalista. Seguiu-se Helton, o guarda-redes portista. Foram cinco minutos de perguntas à procura de sangue. Teve azar: saiu-lhe um jogador que é dos menos maus a falar.

Entra em cena Jesualdo Ferreira. Sousa Martins tinha tanta coisa para perguntar que o treinador portista teve direito a uma frase por resposta. Qualquer tentativa de desenvolvimento era logo cortada. “Tenho ainda mais 50 para lhe fazer, despache lá isto”, terá pensado Sousa Martins. Com isto tudo, nada de Paulo Bento. O treinador do Sporting ainda não tinha chegado ao local e o tempo para o directo havia-se esgotado.

Pergunto: perante a ausência de contraditório vai a ERC fazer o quê? Sendo a Entidade tão zelosa com esta matéria (dizem as estatísticas) espero que tome uma posição pública. Ou será que há filhos e enteados para a ERC? Porque depois de de um jogo como aquele, pode-se tolerar tudo, agora o que não se tolera é não ouvir o Paulo Bento!

Posted by Pedro Antunes at 11:18:10 | Permalink | Comments (3)

Sunday, November 9, 2008

XI Congresso de Radiodifusão no próximo fim-de-semana

É já este fim-de-semana que se realiza mais um Congresso de Radiodifusão da APR.
O encontro deste ano, que irá decorrer na cidade de Vila Real, está marcado para os dias 14, 15 e 16 de Novembro. 
A sessão de abertura do Congresso, agendada para as 10h00 de dia 15, será presidida pelo Ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, responsável pela pasta da Comunicação Social.
Para as 11h00 está marcada o primeiro painel, subordinado ao tema “Rádio na Internet – Ilusão e Realidade”. A emissão das rádios tradicionais na Internet e de rádios, com emissão exclusiva neste meio, é uma realidade. Será a mesma coisa emitir por via hertziana ou pela Internet? O conceito de rádio será o mesmo? 
Para a tarde estão agendados dois grandes temas: Primeiro, pelas 15h00 “A Regulação da Rádio na Era Digital”, um painel que pretende ver respondidas algumas questões como: Que tipo de regulação deve existir para os media tradicionais, nomeadamente para a Rádio? 
A partir das 17h45 fala-se da “Digitalização da Rádio – Ameaça ou Oportunidade”, num painel que contará com Luis del Amo Ruiz, da Cadena Ser e onde se pretende que sejam abordadas várias matérias como as vantagens da digitalização, do ponto de vista técnico e a falta de receptividade dos mercados a esta evolução.
A terminar, no Domingo o tema em debate será
“Novos Meios, Novos Conteúdos – Convergência ou Divergência?”
O programa completo
AQUI.

Posted by Pedro Costa at 18:59:30 | Permalink | No Comments »

Friday, November 7, 2008

Cada vez mais o jornalismo com Mulheres mas chefias com Homens!

E um dia será delas o 4º Poder!

O jornalismo é uma profissão «cada vez mais feminina», com as mulheres em maioria nas faixas etárias mais jovens e os lugares de chefia ocupados, maioritariamente, por homens, devido a privilégios de género e critérios de idade.

As conclusões são da investigação realizada por investigadores e jornalistas ditos de referência e liderada por José Rebelo, docente do ISCTE.

«Os homens são muito mais numerosos dos 35 anos para cima e as mulheres são mais numerosas dos 20 aos 35, o que revela uma tendência para a feminização da profissão cada vez mais pronunciada”, disse à Agência Lusa José Rebelo, que acrescenta «isto tem duas explicações. A primeira tem a ver com um privilégio de género que poderá favorecer o sexo masculino e a segunda tem a ver com o recrutamento, já que são recrutados para os lugares de chefia sobretudo jornalistas mais velhos, onde o género masculino é predominante».

Quanto a mim, meus senhores, não se iludam porque os ciclos invertem-se. O caminho do futuro está apontado e “elas” estão a acautelar-se em várias frentes para derrubar a sociedade machista!
A mim não me parece mal, desde que não dê lugar a uma feminista.

Vá lá Luisa… não te contenhas… escreve um post…

 

Posted by Pedro Costa at 14:24:00 | Permalink | No Comments »

Monday, November 3, 2008

Parte do Texto que vou partilhar com vocês no “Trio” da RCP

“É importante sabermos quem, na redacção do jornal ou do canal televisivo X ou Y, foi assessor de Marques Mendes, Mário Lino, Sócrates, Santos Silva, Pedro Silva Pereira, Barroso ou Lopes. E, igualmente importante, saber quem exerceu este mesmo tipo de funções nas empresas públicas, ou em qualquer outro cargo cuja nomeação implique confiança política. Convém não esquecer que a função de assessor na área da comunicação social é das mais sensíveis que existe hoje e de inteira confiança política”.

Pacheco Pereira, in Sábado

Posted by Pedro Antunes at 10:38:42 | Permalink | No Comments »