Vai um comprimido?
Na emissão de ontem do programa Trio de Jornalistas (RCP) debatemos a questão da publicidade na imprensa. Hoje, nem de propósito, dei por mim a folhear distraidamente a revista “Família Portuguesa”. Lembro-me de já a ter visto em farmácias, mas nem suspeitava que tinha uma em casa.Em destaque na primeira página da “Edição Especial 2008” está Quimbé – por indesculpável ignorância minha não faço ideia quem seja –, que diz: «Fantástico, o meu joelho está como novo».
Com fotos mais pequenas, homens e mulheres de diferentes idades exclamam como atingiram os seus objectivos: voltar a usar saias, ter energia, deixar a gulodice, as canadianas ou de sentir ruídos nos ouvidos.
Suplemento de CLA (ácido linoleico conjugado) com chá verde (que contém catequinas), sulfato de glucosamina, condroitina, crómio, garcinina, coenzima Q10, carnitina, ginko biloba, magnésio, Q10, óleo de peixe, selénio e prelox são alguns dos “ingredientes” para o milagre.
À beira dos artigos, todos com testemunhos que atestam os resultados fantásticos conseguidos com a ingestão destas substâncias, estão anúncios devidamente identificados com a palavra publicidade. Será que isso é suficiente?
Todos os leitores desta revista publicada pela House of Trends Company, distribuída gratuitamente, percebem que os artigos são apenas e tão só publicidade a suplementos alimentares? Pode argumentar-se que não são medicamentos, mas mesmo assim...
Vale a pena ver:
Publicidade do Medicamento
Publicidade dos medicamentos de uso humano
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Doentes à força!
Publicidade a medicamentos na televisão
Em casa da Albertina abusam da cocaína
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Diz a regra do tempo da “arqueologia do jornalismo” que notícia é quando um homem morde um cão. Ora, vemos que cada vez mais a notícia é quando o cão morde o homem. E perspectiva-se, como dizia
Ainda me lembro.
Apesar do «acentuado e generalizado reforço do processo de privatização do consumo de conteúdos cinematográficos na esfera doméstica», 



