Abril 29, 2008

Novas regras para a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ)

Entrou em vigor, no passado dia 20 de Abril, o Decreto-Lei que define a nova forma de organização e funcionamento da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista.
Este documento, elaborado na sequência da recente alteração do Estatuto do Jornalista, revoga o
Decreto-Lei 305/97, que regulava o funcionamento desta Comissão.

Assim, de acordo com o previsto na alteração ao Estatuto do Jornalista –
Lei n.º 64/2007, de 6 de Novembro – este novo regulamento vem reforçar as competências da CCPJ que, para além de assegurar o funcionamento do sistema de acreditação dos profissionais do departamento de informação dos órgãos de comunicação social e a salvaguarda do regime de incompatibilidades profissionais, passa a ser responsável pela verificação, e eventual sancionamento, do incumprimento de alguns dos deveres legais a que os jornalistas estão obrigados.
Para além disso, a CCPJ tem também a responsabilidade de assegurar a constituição e o funcionamento das comissões de arbitragem em matéria de litígios relativos a direitos de autor dos jornalistas cuja constituição lhe venha a ser solicitada.

Por outro lado, na constituição da Comissão há também alterações importantes, passando esta de 7 para 9 membros, sendo o Presidente “um jurista de reconhecido mérito e experiência na área da comunicação social”, e os restantes 8 elementos jornalistas que possuam carteira de profissional ou equiparado e exerçam a respectiva actividade há, pelo menos, 10 anos.
Assim, a CCPJ irá brevemente ter uma nova constituição, sendo que os actuais elementos se irão manter em funções até à tomada de posse dos novos membros.

informação no boletim informativo da APR
 
Escrito por Pedro Costa em 14:44:17 | Link permanente | Comments (0) |

Abril 28, 2008

Dúvidas...

Perdão?
Em que merda de país é que estamos, se numa entrevista com António Cunha Vaz se diz «os jornalistas temem-no» ou «os comentadores falam dele como se se tratasse do demónio em pessoa». Os jornalistas temem-no? E que jornalistas são esses?
Francisco José Viegas, n’ A Origem das Espécies


O Público ensandeceu?!...
Que o Público dedique quatro páginas ao dono de uma agência de comunicação... já pareceria de mais. Mas que lhe dedique ainda, quase por inteiro, a primeira página... dá que pensar. Francamente, não sei se o P a vermelho que encima o grande plano do rosto da criatura significa Público ou... Publicidade...
Há peças jornalísticas que tresandam a frete...
Ademar Santos, n'
Abnoxio
Escrito por Luísa Teresa Ribeiro em 23:33:56 | Link permanente | Comments (0) |

Direitos de autor na Web em debate

A Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, promove na próxima sexta-feira, dia 2 de Maio, pelas 21h30, uma conferência subordinada ao tema “Direitos de Autor na Web.

Lucas Serra, da Sociedade Portuguesa de Autores, fará uma intervenção sobre “A Edição literária e sua utilização na rede” e o Pedro Venâncio, do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, sobre os “Direitos de Autor na Internet”.

A entrada é livre
Escrito por Luísa Teresa Ribeiro em 14:56:59 | Link permanente | Comments (0) |

Em público

Impressiona-me a exposição pública da vida privada, quer se trate dos amores e desamores de Clara de Sousa ou das reportagens sobre o idoso que pôs um anúncio para encontrar uma companheira.

Também aqui

Escrito por Luísa Teresa Ribeiro em 01:21:30 | Link permanente | Comments (1) |

Abril 27, 2008

A vergonha de quem?

Recentemente, uma publicação noticiava mais um episódio de uma propalada novela que envolve uma corporação de bombeiros - novelas estas que se vão repetindo um pouco neste país voluntário.

Neste episódio, era narrado o regresso de um comandante ao activo, depois de uma suspensão/destituição que se arrasta pelos tribunais. A notícia era o seu regresso, a "contragosto" da Direcção da instituição.

No lead da notícia podia ler-se: "Alguns bombeiros não cumprimentaram o comandante por vergonha".
No corpo da notícia, em momento algum esta ideia é desenvolvida, muito menos se viu alguma citação de alguém a confessar a dita vergonha.

Dei comigo a questionar-me, desde quando o jornalista faz juízos de valor dos factos que, eventualmente, testemunha.
Escrito por Pedro Costa em 21:07:15 | Link permanente | Comments (0) |

...que não se "mant(er)enha" este discurso!

É verdade... foi uma daquelas situações que me fazem corar de vergonha.

Noite de Sábado, e eu sentadinho na poltrona a ver um enfadonho Benfica - Belenenses.
Nada fazia prever que aquele jogo me ia fazer subir a adrenalina, não fosse um rasgo de génio do repórter de pista, que soltou um "...se a equipa de Chalana manter este ritmo..."

Olhei para os dois lados (estava só), suspirei, mas logo a seguir pensei se muitos milhões se "manteram" na ignorância...
Longe vão os tempos em que uma "calinada" destas atirava um jornalista para a prateleira!
Escrito por Pedro Costa em 20:57:45 | Link permanente | Comments (0) |

Abril 26, 2008

«Claros e bem sustentados»

«O enquadramento e a interpretação das notícias, práticas recomendáveis no jornalismo moderno, devem ser claros e bem sustentados.»

Provedor do leitor do DN, Mário Bettencout Resendes
em
Jornalismo Interpretativo e a arte do desmentido

Escrito por Luísa Teresa Ribeiro em 03:51:03 | Link permanente | Comments (0) |

Abril 25, 2008

Sindicato dos Jornalistas promove encontro de freelance e precários

O Sindicato dos Jornalistas promove, no próximo dia 3 de Maio, a partir das 14h00, na sua sede de Lisboa, um Encontro Nacional de Jornalistas Freelance e Precários.

Esta iniciativa, que se realiza no Dia da Liberdade de Imprensa, destina-se a profissionais em regime de trabalho independente, situação de recibo verde, trabalho à peça, contrato a termo ou outras situações de precariedade. Mais informações aqui.

Este tema foi debatido na última emissão do Trio de Jornalistas e foi abordado recentemente em Guimarães (aqui e aqui).

Escrito por Luísa Teresa Ribeiro em 23:45:40 | Link permanente | Comments (0) |

Abril 20, 2008

Bom senso

O lado mais perverso da lógica mediática encontra facilmente pretextos para transformar alguns assuntos em autênticos circos. A morte de alguém polémico reúne todos os condimentos para que se pise o risco.

A questão é posta com enorme lucidez por Abílio Peixoto, na pag. 3 do suplemento “TeleEscolha” do Diário do Minho de hoje, em relação à morte do Cónego Melo. Vale a pena ler na íntegra e reflectir.

Aqui fica apenas uma parte:

«Agora que Monsenhor Melo faleceu, é natural que o seu nome regresse ao “palco mediático”, não só em termos meramente noticiosos, mas também no âmbito do chamado “jornalismo opinativo”. Não vislumbro qualquer inconveniente em que tal aconteça. Mas seria bom que os jornalistas e demais personalidades a quem os “media” dão voz tratassem o seu nome e a sua imagem com o respeito que é devido a qualquer  Cidadão (embora o Cón. Melo não tenha sido um Cidadão “qualquer”...). Porque falar dele, a propósito do seu falecimento, reactivando “velhos” discursos enviesados e sem a isenção e a imparcialidade que se impõem deixará ficar mal os “media” e, muito especialmente, a televisão — pelo impacte que esta tem junto do país inteiro. É que se isso aconteceu, infelizmente, por diversas vezes em vida do Cónego Melo Peixoto, ele agora já não está aqui para se “defender”».

Escrito por Luísa Teresa Ribeiro em 22:45:07 | Link permanente | Comments (0) |

Arre!



Confesso que fiquei irritada.

Queria ler os artigos de opinião do Diário de Notícias na Internet, mas a imagem de um telemóvel insistia em aparecer. Ao clicar nos títulos dos artigos, era conduzida à página da SIBS.  Só então é que me lembrei que era preciso voltar à página no DN e “fechar” a publicidade.

Esta até pode ser uma boa estratégia, porque o leitor mais distraído acaba por ir parar à página da SIBS sem querer, mas que chateia, lá isso chateia. E um consumidor chateado não é propriamente o sonho das marcas...



Escrito por Luísa Teresa Ribeiro em 02:33:10 | Link permanente | Comments (0) |
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