Sunday, April 20, 2008

“Media” e Internet em análise no AvePark

O Gabinete de Imprensa de Guimarães vai promover, em parceria com a Região Vale do Ave Digital, um fórum subordinado ao tema “Novas plataformas tecnológicas: meios de comunicação social e Internet”. A iniciativa decorre terça e quarta-feira, no auditório do AvePark, em Caldas das Taipas.

Este fórum visa preparar a comunicação social para o amadurecimento da Internet como principal concorrente, produtor e difusor de notícias e estimular o surgimento na comunidade das televisões on-line e regionais.

Programa

22 DE ABRIL 2008 (TERÇA-FEIRA)

14h30 – 1.º PAINEL
Evolução Tecnológica: Novas Plataformas e Ciberespaço
Oradores:
-Alfredo Maia – Presidente do Sindicato dos Jornalistas
-Elisabete Barbosa – Universidade do Minho
-Manuel Pinto – Universidade do Minho

16h30 - 2.º PAINEL
Comunicação e Informação na Internet
Oradores:
−Fernando Pinho: Projecto EDV Informação
−Hélder Bastos – Universidade do Porto
−Rui Novais

23 DE ABRIL 2008 (QUARTA-FEIRA)

10h00 - 3.º PAINEL
A Influência dos Blogs na forma e nos conteúdos produzidos pelos Meios de Comunicação
Oradores:
Fernando Zamith – Universidade do Porto
–Madalena Oliveira – Universidade do Minho
–Luís Santos – Universidade do Minho

11h30 - 4.º PAINEL
Televisões Regionais On-Line e análise do trabalho e implementação de algumas TV’s On-Line:
Oradores:
–Felisbela Lopes - Universidade do Minho
–Francisco Rui Cádima – Universidade Nova de Lisboa
–Évora TV
–Porto Canal

14h00 – Sessão de encerramento
        

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 01:38:29 | Permalink | No Comments »

Friday, April 18, 2008

Ela

“O episódio da contratação televisiva de uma produtora privada que apresenta um projecto envolvendo uma pessoa “com relações pessoais com o primeiro-ministro”, o eufemismo usado em público, não é só uma asneira monumental, mas uma completa falta de sensibilidade ao que é relevante publicamente, substituindo a crítica política por insinuações e mesquinhez”.

Pacheco Pereira, in Sábado

Posted by Pedro Antunes at 12:20:45 | Permalink | No Comments »

Super-heróis

Nunca fui dada a ter grandes ídolos. Provavelmente, a única personagem de ficção que admirei foi o MacGyver, porque usava a inteligência como arma.

Eu, que cheguei ao jornalismo mais por força de um processo de maturação do que por um sonho de juventude, senti esta quinta-feira uma verdadeira admiração por uma jornalista que tinha a missão (impossível) de cobrir três eventos que se realizam sensivelmente à mesma hora. Aqui está um MacGyver de carne e osso.

À noite estive no São Mamede – Centro de Artes e Espectáculos, em Guimarães, a assistir a um debate sobre os jornalistas precários. E aí senti verdadeiramente admiração por quem persiste em lutar por um sonho. O meu herói MacGayver foi substituído por pessoas concretas. Há jornalistas que são, no dia-a-dia, super-heróis.

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 00:59:31 | Permalink | Comments (1) »

Thursday, April 17, 2008

A manchete do JN

A manchete do JN desta manhã destaca o assalto de que foi vítima, um agente da brigada de homicídios da PJ.

Primeiro, no lead da primeira página fala-se da hipotese de um “acto premeditado de vingança” que está “quase  afastada“, mas no desenvolvimento da notícia, num outro lead, escreve-se “acto de vingança também foi admitido”.
Admito que é o meu ponto de vista, mas, esta certa ambiguidade gerada por expressões diferentes que querem dizer a mesma coisa, acrescenta alguma coisa à notícia?

Segundo, o lead do desenvolvimento refere que a vítima ficou “…com a cara e a mão direita desfiguradas…”.
Fiquei intrigado, pois não sei bem qual o conceito de “mão desfigurada”!

PS. Não que eu esteja particularmente atento aos supostos erros, que, todos nós, vamos cometendo no exercício da profissão (o erro está inerente ao exercício), mas quando se trata da manchete… da noticia de abertura… da “bomba” informativa… da “grande” notícia… não deveriam os “filtros” actuar melhor? 

Posted by Pedro Costa at 09:17:56 | Permalink | No Comments »

Precarização dos vínculos laborais em debate

O Gabinete de Imprensa de Guimarães (GI) promove, hoje, pelas 22h00, no São Mamede – Centro de Artes e Espectáculos, um debate sobre a “Precarização dos vínculos laborais dos jornalistas”.

João Pacheco, jornalista da Visão e líder do movimento Precários Inflexíveis é um dos convidados para este debate, bem como André Soares, jornalista e fundador do FERVE – Fartos D’Estes Recibos Verdes. O GI convidou também um administrador de um grupo de media nacional.

O debate integra-se no I Ciclo de Conferências Gabinete de Imprensa de Guimarães/São Mamede – Centro de Artes e Espectáculos.

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 04:04:57 | Permalink | No Comments »

Wednesday, April 16, 2008

Convidado do Clube

Esta semana, o Rádio Clube do Minho estreia a sua rubrica “Convidado do Clube“.
Monsenhor Eduardo de Melo é o primeiro de oito figuras de referência da região, que passarão pelo Rádio Clube, trazendo as experiências, pensamentos e atitudes das suas vidas, ao ritmo de uma conversa informal.
Sexta-feira, às 16h00, em 92.9 FM
Posted by Pedro Costa at 17:34:06 | Permalink | No Comments »

Deixa-me odiar

Há dias vi de relance, na televisão, uma cena da telenovela “Deixa-me Amar” que me aguçou a curiosidade.

Pelo contexto, percebi que uma empresa de informática estava a preparar o lançamento de um produto no mercado, mas o chefe mostrava-se inseguro em relação à apresentação à comunicação social, uma vez que nada percebia do assunto e que se recusava a dar o protagonismo ao criador do programa. O interlocutor do empresário sugere, então, a elaboração de uma lista das perguntas que os jornalistas poderiam fazer. O presidente da firma considera que essa era uma boa ideia, sendo depois alertado para o facto de tal proposta não ser exequível.

O enredo prossegue no dia da apresentação do anti-vírus. Momentos antes da conferência, uma jornalista vai ao gabinete do empresário. Aí, grosso modo, ele recorda-lhe que pagou ao editor para que ela pudesse estar presente naquele evento e tivesse o privilégio de fazer as perguntas que tinham sido previamente acordadas. Ela agradece.

O epílogo acontece na conferência de imprensa. O empresário abre o período para perguntas e selecciona sempre a jornalista com quem tinha falado para lhe colocar as questões. Quando outra jornalista faz uma pergunta à qual ele não sabe responder, recorre a uma evasiva e dá por encerrada a apresentação. Afinal, segue-se um almoço.

Valeu a pena ter tirado o serão de hoje para ver três telenovelas da TVI, de forma a ver a continuação desta história. Tenho que agradecer a esta estação de televisão o excelente trabalho que as suas telenovelas, às quais já me referi aqui, andam a fazer pela imagem do jornalismo, uma profissão que eu e tantos outros procuramos dignificar no dia-a-dia. Obrigada.

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 03:21:11 | Permalink | Comments (1) »

Tuesday, April 15, 2008

Diário do Minho faz 89 anos

O Diário do Minho completa hoje 89 anos de vida, com a edição de um suplemento.

Um dos artigos dessa edição especial dá conta dos números do Barame Imprensa Regional, da Marktest, segundo o qual o Diário do Minho «consolidou em 2007 a liderança entre os jornais regionais do distrito de Braga, mantendo-se o título mais lido, pelo quinto ano consecutivo», com uma audiência média de 67 mil leitores.

É obrigatório ler a entrevista de Manuel Pinto, docente do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho.

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 19:19:03 | Permalink | No Comments »

A minha é maior do que a tua


Quem se interessa pela teoria relativa aos critérios de noticiabilidade provavelmente lembra-se que Mauro Wolf, no clássico “Teorias da Comunicação” (1987: 181), fala da “Lei de McLurg”, que «estabelece uma escala graduada de noticiabilidade relativa para os desastres: um europeu equivale a 28 chineses, dois mineiros galeses equivalem a 100 paquistaneses»… A lógica subjacente a esta lei, apresentada com uma boa dose de ironia, é a «questão do impacto junto do público».

Ciclicamente, vemos nos meios de comunicação social notícias de couves gigantes, abóboras gigantes, tomates gigantes, pepinos gigantes, porcos gigantes…. Só que, normalmente, os jornalistas ficam com dúvidas acerca do tamanho partir do qual se pode considerar que determinada coisa é notícia.  Esta é uma questão premente, a exigir rápida reflexão e um consenso ao estilo da “Lei de McLurg”. É que eu suspeito que a minha família tem uma notícia no quintal, mas não tenho a certeza….

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 02:58:22 | Permalink | No Comments »

Saturday, April 12, 2008

Uma questão de quotas

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) garante que 80 por cento das rádios cumprem as quotas mínimas de música portuguesa impostas por lei.

A Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social assegura, por seu turno, que esse cumprimento é impossível «porque não há produção suficiente».

Em pleno processo de reconciliação com a minha velha amiga rádio, o número avançado pela ERC surpreendeu-me. A primeira reacção foi pensar: “A sério?!”.

Mas, depois, embora continuando a achar este número demasiado esmagador, percebi que até faz sentido. As rádios sabem as regras e quase todas perceberam que não vale a pena aventurarem-se na violação flagrante da legislação porque a ERC já mostrou que não brinca em serviço. Se calhar, como alerta um amigo, até já cumpriam e a opinião pública, na qual me incluo, é que não tinha essa ideia…

Por princípio, tenho algumas reticências em relação às quotas. Não gosto, por exemplo, da ideia das quotas para as mulheres. Em relação às quotas da música portuguesa, tenho mais dúvidas do que certezas.

O diploma estipula que as rádios têm de passar no mínimo 25 por cento de música portuguesa, sendo que 35 por cento desses 25 por cento têm de ser trabalhos produzidos no último ano. As rádios de serviço público são, por seu turno, obrigadas a uma quota mínima de 60 por cento.

O decreto que regulamenta as quotas fala de uma percentagem de 25 por cento a 40 por cento, sendo que a quota, dentro destes limites, é estabelecida pela ERC de dois em dois anos. Segundo me explicaram, os 25 por cento (quota mínima) estabelecidos no “arranque” da lei deveram-se à falta de histórico e à criação de condições para a transição das estações.

A medida parece-me bem intencionada: criar as condições para que a música portuguesa tenha um espaço nas rádios, evitando o total esmagamento por produtos importados.

Mas se esse é o objectivo, e se é para levar a sério a protecção do que é português, 25 a 40 por cento não é pouco? Como é que se chega a estes valores? Poderiam ser outros quaisquer? No limite, se estamos em Portugal e queremos proteger o que é português, as quotas não deveriam ser para o que é estrangeiro?

Esta regra tem o efeito perverso óbvio de obrigar as rádios a passar qualquer coisa só para cumprir o que está estipulado. A necessidade de cumprir a lei traduz-se na repetição até à náusea dos mesmos artistas e das mesmas músicas – há bem pouco tempo, ao mudar de estações de rádio, consegui ouvir quatro vezes “Encosta-te a mim”, de Jorge Palma, em 45 minutos de audição – ou na emissão dos produtos de qualidade inferior que a indústria fonográfica apresenta.

O que a mim, que não tenho um conhecimento profundo das leis que regem a actividade radiofónica, me causa algum espanto é o conceito de música portuguesa elegível para o efeito das quotas. Por música portuguesa entende-se música feita por portugueses, mesmo que seja em Inglês, Francês ou Chinês? Isto não é um contra-senso? Estamos, afinal, a proteger exactamente o quê?

As queixas em relação à falta de produção para assegurar as quotas não deixam de ser caricatas. Elas são o espelho do que somos como povo. As rádios queixam-se que a indústria fonográfica não produz e não fornece a música, exigindo a sua compra («exceptuando as ofertas massivas de refugo que querem vender à força», assegura-me um amigo); a indústria queixa-se que as rádios não passam a música que produz: os artistas queixam-se que a indústria e as rádios os tratam a pontapé…

Como ouvinte, parece-me que anda toda a gente a evitar fazer o trabalho de casa. Eu acredito que:
- Há bons artistas à espera de uma oportunidade, que não tem de passar necessariamente pelos concursos amesquinhantes da televisão.
- A indústria pode fazer mais para descobrir os talentos e para apostar neles, em vez de repetir fórmulas até à exaustão.
- As rádios podem inovar, em vez de replicarem as mesmas play-lists, para desespero dos ouvintes mais exigentes.
- Há público para a música portuguesa, sobretudo para a excelente música feita em Português, por portugueses.

Só que tudo isto exige investimento e capacidade de arriscar, o que muito poucos estão dispostos a fazer, com ou sem quotas…

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 00:30:03 | Permalink | No Comments »