Monday, June 16, 2008

(In)Cumprimento das regras

«Um observador externo, posto perante a realidade de violações regulares de regras deontológicas e face a uma postura empresarial que parece sempre muito mais preocupada com facetas mensuráveis da actividade, pode sentir-se tentado a aceitar como inevitável a regulação imposta pela lei; por exemplo, a existência de um regulamento disciplinar para o jornalismo (como o que actualmente se encontra em discussão). Mas nada neste cenário deveria ser inevitável. Nem que as empresas possam imaginar-se como credíveis e socialmente relevantes descurando o respeito por regras e procedimentos que as demarcam de acções informativas episódicas, nem que a alternativa ao aparente desleixo destas só seja a regulação imposta. Por mais que assim pareça».

Luís Santos, no Página 1, dia 9/06/2008, pag. 4

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Sunday, June 15, 2008

E o resto?

O presidente da Associação de Festas de S. João de Braga desafiou ontem os grandes meios de comunicação social do país, e principalmente a RTP – «que é paga por todos» –, a virem a Braga e a divulgarem nas suas notícias as festividades que se realizam em honra ao santo popular, segundo uma notícia que é publicada na edição de hoje do Diário do Minho.

As queixas da falta de atenção da televisão pública ao que se passa no país são recorrentes e não surgem apenas de localidades que geograficamente ficam distantes dos centros de decisão, como por exemplo Paredes de Coura, cuja Assembleia Municipal aprovou um voto de repúdio pela «deficiente» cobertura que a RTP faz dos acontecimentos e iniciativas do concelho.

Alfredo Oliveira pergunta se «existem televisões nacionais», Samuel Silva teme «que a resposta seja não». Até prova em contrário, eu concordo com ele.

O problema não se restringe, contudo, às televisões (aqui, aqui e aqui). Mais duas achegas sobre esta questão em “Lisboa e Província!” e “Lá, na Estremadura…”.

Adenda - Uma versão mais desenvolvida sobre este tema pode ser encontrada aqui.

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Saturday, June 14, 2008

Gente de “fama”

«[...] Multiplicam-se páginas com rumores sobre namoros, rupturas, traições amorosas, casamentos, baptizados - agora também doenças e funerais… - de gente de “fama” muito duvidosa. Ex-alternadeiras alternam com figuras de terceira linha de telenovelas de todos os horários ou do mundo da moda e do desporto, não faltam os “empresários” ou “empresárias” (nunca se percebe muito bem qual o tipo de empresa…), criando uma ilusão de celebridade eterna em muitos jovens que sacrificam carreiras com outra segurança e que serão, obviamente, devorados pela voragem televisiva dos nossos tempos. Como, infelizmente, já aconteceu, só voltam um dia às páginas das revistas quando são notícia pelos piores motivos, como detenção por roubo ou ameaça de suicídio».

Mário Bettencourt Resendes, “Um pouco mais de moderação nos destaques sobre ‘famosos’

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Friday, June 13, 2008

Dúvida

Será que há alguém que me consiga explicar porque é que o senhor português que faz as medalhas que vão ser entregues no Euro, diz em todas as reportagens, em todas as televisões: “foram poucos os canais televisivos que viram estas medalhas?”. Alguém lhe pode explicar o significado de pouco? É que na língua lá onde ele está deve ter um significado diferente do português!

E já agora, os canais televisivos não se andam a ver uns aos outros? Se sim, porque é que insistem em passar a declaração? Acham que andamos todos a dormir?

Desculpem o incómodo…

Posted by Pedro Antunes at 16:47:38 | Permalink | Comments (1) »

Wednesday, June 11, 2008

Revista de imprensa

“Aborto na vida real a preço de telenovela”. Isabel Stilwell, no Destak, pag. 4

“Saudades da rádio”. Manuel Falcão, no Meia Hora, pag. 2

“É nos leitores que os jornalistas devem encontar os seus aliados”. Joaquim Fidalgo em entrevista ao Jornal de Negócios, pag. 35 e 36

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Tuesday, June 10, 2008

O estado a que chegou o jornalismo

«Se ainda restassem dúvidas, esta notícia ["Pedro Lima substitui Paulo Sousa Costa na direcção da Mens Health"] remata bem qualquer teoria que queiramos ter sobre o estado a que chegou o jornalismo e a imprensa em Portugal. Aguardo o convite à Floribela para dirigir a Vogue, e José Manuel Fernandes que se cuide, pois consta que a nova direcção do Público integrará Pimpinha Jardim, Rodrigo Menezes e um elemento sénior: Fátima Lopes».

Pedro Rolo Duarte, “Em breve, Floribela vai dirigir a “Vogue”…

Posted by Luísa Teresa Ribeiro at 11:49:06 | Permalink | No Comments »

Monday, June 9, 2008

A bola II

É interessante acompanhar a evolução das audiências durante esta “euro-temporada” (“TVI com maior audiência de sempre“) e as reflexões que vão sendo feitas sobre quem está no terreno a (tentar) fazer informação (“Audiências de ontem“, “Estou curioso…“, “E se voltar a acontecer?“, “Overdose ou querem mais?“).

A propósito deste fartote de selecção e afins, Rita Cunha escrevia, no Diário do Minho de ontem, que “Não é preciso tanto!”. De facto, também me parece que não é preciso tanto. É que observações como esta e esta começam a fazer todo o sentido….

© Foto de Luís Vieira, retirada daqui, onde é feito o acompanhamento dos jornalistas que estão com a selecção

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Friday, June 6, 2008

Tratamento jornalístico da diversidade étnico-cultural

O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas publicou uma recomendação acerca da «importância de uma informação rigorosa sobre questões relacionadas com a cultura e identidade dos seus povos, no respeito que merecem todos os cidadãos, independentemente da etnia a que pertençam».

As principais recomendações são:

«O CD recomenda que os jornalistas não tratem as etnias ou minorias populacionais como se fossem monolíticas, mas sim inseridas numa comunidade, pois isso pode causar exacerbações de outros que são preteridos.

Do mesmo modo, não devem os jornalistas deixar-se motivar pelos sentimentos de grupos sociais que eventualmente utilizem expressões ofensivas quando discutem os problemas com as populações minoritárias. Se necessário, devem parafrasear essas ofensas com a menção de que as respectivas comunidades as consideram insultuosas e provocatórias.

O CD alerta que no tratamento destas diversidades se devem ouvir também pessoas idóneas, representativas das comunidades, a fim de se obter uma informação esclarecida.

A utilização de frases como: “toda a gente sabe que…” ou “é evidente que…” podem fazer à partida juízos prévios limitadores à recolha de uma boa informação. O bom senso e a utilização de uma linguagem correcta ajudam a “quebrar muros” e a “romper barreiras”.

O Conselho Deontológico recomenda, de acordo com a doutrina europeia e os princípios universais, que os jornalistas, na elaboração do seu trabalho, utilizem cinco palavras – chave, para aferir da melhor cobertura de acontecimentos que envolvam qualquer vertente da diversidade e que tornem a informação credível e respeitada: Quem falta na história; Qual é o foco no contexto da história; Onde podem obter mais informação; Quando devem utilizar a identificação racial ou étnica e; Porque inclui ou exclui certas informações».

A recomendação pode ser lida na íntegra aqui.

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Joaquim Fidalgo fala de ética e deontologia na prática jornalística

Joaquim Fidalgo dá hoje, 18h00, na Sala 1216 do Complexo Pedagógico 1 da Universidade do Minho, uma aula aberta sobre “Ética e Deontologia na Prática Jornalística”, no âmbito do cadeira de Sociologia das Profissões do Curso de Mestrado (2.º Ciclo) de Sociologia.

[Via Jornalismo & Comunicação]

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Perigos da Internet analisados em Braga

O Colégio João Paulo II promove hoje, pelas 21h00, no auditório Vita do Seminário de Nossa Senhora da Conceição, em Braga, uma conferência sobre “Os perigos da Internet”. Os oradores são Hernâni Carvalho, autor do Livro “Maddie 129” e jornalista da TVI, e António José Coutinho, administrador do portal aeiou.pt e administrador da Euro Tux, SA.

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