(In)Cumprimento das regras
Luís Santos, no Página 1, dia 9/06/2008, pag. 4
Luís Santos, no Página 1, dia 9/06/2008, pag. 4
O presidente da Associação de Festas de S. João de Braga desafiou ontem os grandes meios de comunicação social do país, e principalmente a RTP – «que é paga por todos» –, a virem a Braga e a divulgarem nas suas notícias as festividades que se realizam em honra ao santo popular, segundo uma notícia que é publicada na edição de hoje do Diário do Minho.
As queixas da falta de atenção da televisão pública ao que se passa no país são recorrentes e não surgem apenas de localidades que geograficamente ficam distantes dos centros de decisão, como por exemplo Paredes de Coura, cuja Assembleia Municipal aprovou um voto de repúdio pela «deficiente» cobertura que a RTP faz dos acontecimentos e iniciativas do concelho.
Alfredo Oliveira pergunta se «existem televisões nacionais», Samuel Silva teme «que a resposta seja não». Até prova em contrário, eu concordo com ele.
O problema não se restringe, contudo, às televisões (aqui, aqui e aqui). Mais duas achegas sobre esta questão em “Lisboa e Província!” e “Lá, na Estremadura…”.
Adenda - Uma versão mais desenvolvida sobre este tema pode ser encontrada aqui.
Mário Bettencourt Resendes, “Um pouco mais de moderação nos destaques sobre ‘famosos’”
E já agora, os canais televisivos não se andam a ver uns aos outros? Se sim, porque é que insistem em passar a declaração? Acham que andamos todos a dormir?
Desculpem o incómodo…
“Saudades da rádio”. Manuel Falcão, no Meia Hora, pag. 2
“É nos leitores que os jornalistas devem encontar os seus aliados”. Joaquim Fidalgo em entrevista ao Jornal de Negócios, pag. 35 e 36
Pedro Rolo Duarte, “Em breve, Floribela vai dirigir a “Vogue”…”
É interessante acompanhar a evolução das audiências durante esta “euro-temporada” (“TVI com maior audiência de sempre“) e as reflexões que vão sendo feitas sobre quem está no terreno a (tentar) fazer informação (“Audiências de ontem“, “Estou curioso…“, “E se voltar a acontecer?“, “Overdose ou querem mais?“).
A propósito deste fartote de selecção e afins, Rita Cunha escrevia, no Diário do Minho de ontem, que “Não é preciso tanto!”. De facto, também me parece que não é preciso tanto. É que observações como esta e esta começam a fazer todo o sentido….
© Foto de Luís Vieira, retirada daqui, onde é feito o acompanhamento dos jornalistas que estão com a selecção
As principais recomendações são:
«O CD recomenda que os jornalistas não tratem as etnias ou minorias populacionais como se fossem monolíticas, mas sim inseridas numa comunidade, pois isso pode causar exacerbações de outros que são preteridos.
Do mesmo modo, não devem os jornalistas deixar-se motivar pelos sentimentos de grupos sociais que eventualmente utilizem expressões ofensivas quando discutem os problemas com as populações minoritárias. Se necessário, devem parafrasear essas ofensas com a menção de que as respectivas comunidades as consideram insultuosas e provocatórias.
O CD alerta que no tratamento destas diversidades se devem ouvir também pessoas idóneas, representativas das comunidades, a fim de se obter uma informação esclarecida.
A utilização de frases como: “toda a gente sabe que…” ou “é evidente que…” podem fazer à partida juízos prévios limitadores à recolha de uma boa informação. O bom senso e a utilização de uma linguagem correcta ajudam a “quebrar muros” e a “romper barreiras”.
O Conselho Deontológico recomenda, de acordo com a doutrina europeia e os princípios universais, que os jornalistas, na elaboração do seu trabalho, utilizem cinco palavras – chave, para aferir da melhor cobertura de acontecimentos que envolvam qualquer vertente da diversidade e que tornem a informação credível e respeitada: Quem falta na história; Qual é o foco no contexto da história; Onde podem obter mais informação; Quando devem utilizar a identificação racial ou étnica e; Porque inclui ou exclui certas informações».
A recomendação pode ser lida na íntegra aqui.
[Via Jornalismo & Comunicação]