Maio 17, 2008

A (alegada) violação

A notícia esteve ontem na ordem do dia: uma aluna da Universidade do Minho terá sido violada por um colega mais velho, no recinto dos concertos do Enterro da Gata.

Este é sobretudo um caso de justiça, mas não deixa de levantar algumas questões bastante pertinentes relacionadas com o comportamento dos meios de comunicação social.

1- Este é um acontecimento com interesse público, pelo que merece ser notícia?

2 – Os meios de comunicação devem manter o anonimato das pessoas envolvidas? E isso consiste apenas em omitir o nome delas ou também em ocultar detalhes que permitam a sua identificação?

3 – Como é que os jornalistas se devem comportar perante a divulgação na Internet de elementos que permitem a identificação das pessoas envolvidas?

4 – Que destaque deve ter esta notícia no cômputo de um jornal, de um site ou de um noticiário? Manchete ou abertura? Uma breve?

5 – Que relevância tem uma eventual entrevista de fundo com a alegada vítima ou com o suspeito da violação?

6 – Será que quem contactou os meios de comunicação social tinha noção das consequências desse acto?

7 – Será que as pessoas “elegeram” os media como o meio mais eficaz de supostamente fazer justiça?

8 – Estão os meios de comunicação social preparados para se defenderam de eventuais tentativas de manipulação com histórias falsas?

9 – Se nada for provado em Tribunal, que destaque é que vai ser dado ao assunto?

10 – Que consequências tem uma história destas na vida dos dois protagonistas? Os meios de comunicação social têm noção disso?

Creio que a partir das respostas que forem dadas a estas perguntas se poderá fazer uma avaliação da cobertura que está a ser feita do caso.





Escrito por Luísa Teresa Ribeiro em 01:14:03 | Link permanente | Comments (1) |
Comentário
1 - Excelente post... (Comentar)

Escrito por: Pedro Antunes em 2008/05/17 - 01:38:16
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